Ouro cai com temor de choque inflacionário após petróleo retomar o patamar de US$ 100 o barril
O ouro fechou a sessão desta segunda-feira (13) em queda com a retomada de temores de choque inflacionário com os preços do petróleo de volta aos n[ivel de US$ 100 o barril.
Na Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York (Nymex), o ouro para junho encerrou com queda 0,42%, a US$ 4.767,40 por onça-troy.
Já a prata para maio recuou 1,06%, a US$ 75,66 por onça-troy.
O que impulsionou o ouro?
Os Estados Unidos e o Irã não chegaram a um acordo de paz no último fim de semana, após 21 horas de conversas.
O vice-presidente dos EUA, JD Vance, afirmou que os iranianos se recusaram a interromper o desenvolvimento de armas nucleares. Já o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, afirmou que os norte-americanos mudaram constantemente as demandas durante as negociações.
Aumentando ainda mais a tensão, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou interromper completamente o fluxo no Estreito de Ormuz, enquanto o Comando Central do país anunciou o bloqueio de todos os portos e áreas costeiras do Irã já a partir da manhã desta segunda, estratégia classificada como “pirataria” pelo Irã.
Nesse contexto, o preço do barril de petróleo subiu, reacendendo as preocupações com uma alta na inflação e as consequências para a política monetária global.
A corretora Exness explica que, nesse cenário, “os principais bancos centrais podem permanecer mais cautelosos, pressionando ativos que não geram rendimento, como o ouro”.
Operando com sinal negativo durante todo o dia, os metais preciosos reduziram as perdas, em meio a relatos de que os dois países poderiam realizar uma nova rodada de negociações.
Durante a tarde, Donald Trump informou que os EUA foram contactados pelo Irã – informação ainda não confirmada pelo país persa.
*Com informações de Estadão Conteúdo