Ouro

Ouro retoma os US$ 4.100 com recompra após forte queda recente

22 jul 2026, 15:25 - atualizado em 22 jul 2026, 15:30
Prata e ouro
(Crédito da imagem: e-crow/istockphoto)

O ouro encerrou em alta nesta quarta-feira (22), beneficiado pela recompra após quedas recentes e em meio à expectativa de avanço nas negociações entre Estados Unidos e Irã. Com isso, o metal dourado retomou o nível de US$ 4.100.

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Na Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York (Nymex), o ouro para agosto encerrou em alta de 1,85%, a US$ 4.151,9 por onça-troy.



A prata para setembro subiu 2,01%, a US$ 60,298 por onça-troy.

O que mexeu com o ouro hoje?

No foco dos investidores, o conflito entre Estados Unidos e o Irã e seus reflexos inflacionários e na atividade global ditaram o movimento da commodity.

Com os rendimentos dos Treasuries ainda fortalecidos pelas perspectivas de uma política mais apertada pelo Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos) devido aos preços de energia elevados, a principal visão é de que a alta nas cotações do ouro se dá pela oportunidade de compra após a forte desvalorização recente da commodity.

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“A recuperação parece ser impulsionada mais por um novo interesse comprador após um período de consolidação do que por uma mudança relevante no pano de fundo geopolítico ou macroeconômico”, afirmam analistas do ING em nota.

“Embora as tensões no Oriente Médio continuem a sustentar os metais preciosos, os mercados ponderam dados mais fracos da economia dos EUA frente aos riscos inflacionários derivados de custos de energia mais altos.”

Na visão de Thierry Wizman, estrategista global de câmbio e taxas de juros do Macquarie Group, o conflito está causando mais preocupações por uma desaceleração do crescimento global do que com uma retomada da inflação e das expectativas inflacionárias.

Os rendimentos dos títulos não subiram significativamente, nem os pontos de equilíbrio da inflação se moveram muito para cima desde a alta mais recente do petróleo, pontua.

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*Com informações de Estadão Conteúdo

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Jornalista formada pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). É repórter de mercados do Money Times. Antes disso, atuou na cobertura de macroeconomia na Broadcast/Agência Estado.
Jornalista formada pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). É repórter de mercados do Money Times. Antes disso, atuou na cobertura de macroeconomia na Broadcast/Agência Estado.

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