Ouro

Ouro recua mais de 2% com pressão do petróleo

23 jul 2026, 15:41 - atualizado em 23 jul 2026, 15:56
Aura minerals Negociação de ouro, barras de ouro com estoque gráfico (Crédito da imagem: e-crow/istockphoto) ID da foto: 2219056031
(Crédito da imagem: e-crow/istockphoto)

O ouro encerrou em forte queda nesta quinta-feira (23), pressionado pela escalada dos preços do petróleo e avanço dos rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos, os Treasuries, em meio ao temor de novos choques inflacionários.

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Na Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York (Nymex), o contrato mais líquido do ouro, para agosto, terminou a sessão com recuo de 2,45%, a US$ 4.050,20 por onça-troy.



Já a prata para setembro caiu 2,92%, a US$ 58,054 por onça-troy.

O que mexeu com o ouro hoje?

O ouro recuou pressionado pela alta dos rendimentos dos Treasuries e do dólar no mercado internacional – fatores que tendem a desmotivar compras do metal precioso.

Com a crescente tensão entre Estados Unidos e Irã no Oriente Médio, os preços do petróleo dispararam e o barril do Brent, referência mundial, voltou a ser cotado no nível de US$ 100.

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Em reação à deterioração do sentimento de risco, os investidores ampliaram as apostas de alta nos juros dos Estados Unidos nos próximos meses. Segundo a ferramenta FedWatch, do CME Group, a probabilidade de elevação nos juros pelo Federal Reserve (Fed, o Banco Central dos EUA) em setembro superou 80%.

Para a próxima reunião, na quarta-feira (29), a chance majoritária ainda é de manutenção dos juros na faixa de 3,50% a 3,75% ao ano.

Apesar da piora do cenário, o UBS BB mantém uma perspectiva otimista para o ouro no médio e longo prazo. “Acreditamos que o sentimento em relação ao ouro está começando a melhorar e continuamos esperando que os preços se recuperem dos níveis atuais até o final do ano”, diz o banco.

Os analistas preveem o ouro a US$ 4.675 no final de 2026 e em US$ 4.800 até dezembro de 2027. Segundo eles, os próximos eventos importantes a serem observados são o tom da política monetária do Fed e os desdobramentos do conflito no Oriente Médio.

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*Com informações de Estadão Conteúdo

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Repórter
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter de Mercados no Money Times e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise política da XP Investimentos.
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter de Mercados no Money Times e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise política da XP Investimentos.

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