Ouro

Ouro perde marca de US$ 4.500 e atinge menor valor em 2 meses com incertezas nas negociações entre EUA e Irã

27 maio 2026, 16:01 - atualizado em 27 maio 2026, 16:17
Aura minerals Negociação de ouro, barras de ouro com estoque gráfico (Crédito da imagem: e-crow/istockphoto) ID da foto: 2219056031
(Imagem: Freepik/Wirestock)

O ouro fechou a sessão desta quarta-feira (27) em queda diante das incertezas e informações contraditórias sobre as negociações entre Estados Unidos e Irã.

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Na Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York (Nymex), o ouro para agosto encerrou com recuo de 1,2%, a US$ 4.481,5 por onça-troy. Este é o menor patamar do metal dourado desde 26 de março.



Já a prata para julho recuou 2,23%, a US$ 74,895 por onça-troy.

O que mexeu com o ouro?

O ouro recuou diante das incertezas que rondam o acordo entre Estados Unidos e Irã, renovando os temores econômicos.

Pela manhã, a TV estatal iraniana divulgou que havia um rascunho de memorando de entendimento entre os dois países, no qual estaria prevista a normalização da circulação de embarcações pelo Estreito de Ormuz pelo Irã dentro de um mês, enquanto os Estados Unidos retirariam as forças militares das proximidades do Irã e suspenderiam o bloqueio naval.

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No entanto, a informação foi desmentida pela Casa Branca que afirmou que o conteúdo não era “verdadeiro” e era uma “fabricação completa”.

Na avaliação do Deutsche Bank, em meio a poucas notícias concretas, a impressão é que um acordo pode não estar tão próximo quanto se esperava no fim de semana. “No entanto, parece que as negociações continuam no caminho certo”. Na mesma linha, o Sucden Financial aponta que, apesar de uma resolução a curto prazo parecer distante, o sentimento geral melhorou.

Para a XS.com, a crise geopolítica está afetando o status de investimento de segurança do ouro, com a movimentação recente de preços apontando para uma mudança na relação entre o metal e as políticas monetárias globais. Para a plataforma, há uma tentativa de determinar o valor justo do metal precioso no novo ambiente econômico de taxas de juros elevadas e riscos geopolíticos persistentes.

*Com informações de Estadão Conteúdo

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Jornalista formada pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). É repórter de mercados do Money Times. Antes disso, atuou na cobertura de macroeconomia na Broadcast/Agência Estado.
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