Ouro

Ouro fecha estável à espera de fim do prazo para um acordo entre EUA e Irã

07 abr 2026, 15:54 - atualizado em 07 abr 2026, 16:04
barras de ouro
(Imagem: Freepik/Wirestock)

O ouro fechou a sessão desta terça-feira (7) estável, em meio a volatilidade dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos, os Treasuries, e enfraquecimento do dólar ante moedas fortes.

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Os investidores continuaram a precificar os riscos geopolíticos com a escalada das tensões no Oriente Médio após novas ameaças do presidente dos Estados Unidos contra o Irã.

Na Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York (Nymex), o ouro para maio encerrou com leve alta de 0,01%, a US$ 4.667,90 por onça-troy.



Já a prata para maio cedeu 1,18%, a US$ 71,987 por onça-troy.

O que impulsionou o ouro?

Os preços do ouro foram impulsionados com incertezas do cenário geopolítico e redução das expectativas de um cessar-fogo no Oriente Médio.

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Hoje pela manhã, Trump elevou o tom e disse que “toda a civilização morrerá hoje à noite” se um acordo com o Irã não for firmado, em publicação na rede social Truth.

O vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, também afirmou que a guerra com o Irã será concluída “muito em breve” e indicou que Washington ainda espera avanços diplomáticos até o prazo final imposto pelo presidente Donald Trump, às 21h (horário de Brasília).

Vance anunciou que os objetivos militares norte-americanos no Irã já foram atingidos, e acrescentou que os EUA agora aguardam uma resposta de Teerã, “seja positiva ou negativa”.

Em contrapartida, a TV estatal do Irã informou que 14 milhões de pessoas se voluntariaram para lutar contra os Estados Unidos e Israel caso o país seja invadido por terra. O país persa tem cerca de 90 milhões de habitantes.

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E, no início da tarde, o New York Times noticiou que o Irã suspendeu as negociações com os EUA e também informou ao Paquistão, mediador das tratativas entre os dois países, que não participará de mais conversas sobre um cessar-fogo.

Segundo TD Securities, enquanto o conflito persistir, metais preciosos como ouro e prata devem sofrer “maior pressão de venda”, mas que um “fim rápido” do conflito deve reverter a tendência.

Apesar disso, os analistas do banco também afirmam que a guerra “pode impulsionar as compras de ouro pelos Bancos Centrais”. Hoje, dados divulgados pelo Banco Central da China mostram que a instituição manteve as compras de ouro pelo 17º mês consecutivo.

*Com informações de Estadão Conteúdo e Reuters

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Repórter
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter do MoneyTimes e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise politica da XP Investimentos.
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter do MoneyTimes e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise politica da XP Investimentos.
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