Ouro fecha estável à espera de fim do prazo para um acordo entre EUA e Irã
O ouro fechou a sessão desta terça-feira (7) estável, em meio a volatilidade dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos, os Treasuries, e enfraquecimento do dólar ante moedas fortes.
Os investidores continuaram a precificar os riscos geopolíticos com a escalada das tensões no Oriente Médio após novas ameaças do presidente dos Estados Unidos contra o Irã.
Na Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York (Nymex), o ouro para maio encerrou com leve alta de 0,01%, a US$ 4.667,90 por onça-troy.
Já a prata para maio cedeu 1,18%, a US$ 71,987 por onça-troy.
O que impulsionou o ouro?
Os preços do ouro foram impulsionados com incertezas do cenário geopolítico e redução das expectativas de um cessar-fogo no Oriente Médio.
Hoje pela manhã, Trump elevou o tom e disse que “toda a civilização morrerá hoje à noite” se um acordo com o Irã não for firmado, em publicação na rede social Truth.
O vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, também afirmou que a guerra com o Irã será concluída “muito em breve” e indicou que Washington ainda espera avanços diplomáticos até o prazo final imposto pelo presidente Donald Trump, às 21h (horário de Brasília).
Vance anunciou que os objetivos militares norte-americanos no Irã já foram atingidos, e acrescentou que os EUA agora aguardam uma resposta de Teerã, “seja positiva ou negativa”.
Em contrapartida, a TV estatal do Irã informou que 14 milhões de pessoas se voluntariaram para lutar contra os Estados Unidos e Israel caso o país seja invadido por terra. O país persa tem cerca de 90 milhões de habitantes.
E, no início da tarde, o New York Times noticiou que o Irã suspendeu as negociações com os EUA e também informou ao Paquistão, mediador das tratativas entre os dois países, que não participará de mais conversas sobre um cessar-fogo.
Segundo TD Securities, enquanto o conflito persistir, metais preciosos como ouro e prata devem sofrer “maior pressão de venda”, mas que um “fim rápido” do conflito deve reverter a tendência.
Apesar disso, os analistas do banco também afirmam que a guerra “pode impulsionar as compras de ouro pelos Bancos Centrais”. Hoje, dados divulgados pelo Banco Central da China mostram que a instituição manteve as compras de ouro pelo 17º mês consecutivo.
*Com informações de Estadão Conteúdo e Reuters