Metais Preciosos

Ouro sobe mais de 2% de olho no Oriente Médio, mas acumula perdas na semana

27 mar 2026, 16:16 - atualizado em 27 mar 2026, 16:33
ouro - mercados
(Imagem: Pexels/ Canva)

O contrato futuro do ouro subiu mais de 2% nesta sexta-feira (27) diante das oscilações no dólar e nos Treasuries.

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Na Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York (Nymex), o ouro para abril encerrou em alta de 2,65%, a US$ 4.492,50 por onça-troy.

Já a prata para maio subiu 2,74%, a US$ 69,796 por onça-troy.

Na semana, porém, o ouro recuou 1,80%, enquanto a prata registrou leve alta de 0,18%.



Negociações entre EUA e Irã no radar

Em dia de novas informações sobre negociações entre Estados Unidos e Irã, a commodity metálica ganhou força.

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O presidente dos EUA, Donald Trump, sinalizou que hoje à noite devem ocorrer negociações entre norte-americanos e iranianos para um acordo que pode colocar fim ao conflito entre os países.

Em postagem na rede Truth Social na véspera (26), Trump escreveu que estenderia por 10 dias, por pedido do governo do Irã, o prazo que sem ataques à infrestrutura energética iraniana pelos EUA, até 6 de abril.

O presidente norte-americano afirmou ainda na publicação que, apesar de informações falsas disseminadas pela mídia de que não haveria um acordo com o Irã, as negociações vão muito bem.

Em encontro com os ministros de Relações Exteriores do G7, o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, disse que os Estados Unidos esperam que sua operação no Irã seja concluída em “semanas, não meses”.

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Rubio afirmou ainda que os EUA aguardam resposta do Irã “hoje ou amanhã” sobre uma proposta de cessar-fogo.

Para o Swissquote, o ouro está ligeiramente mais firme ao refletir a oscilação no dólar americano, mas os riscos de baixa permanecem. “No longo prazo, a perspectiva segue construtiva, já que os bancos centrais provavelmente voltarão a recompor reservas, tornando as quedas oportunidades atrativas de compra”, afirma.

Além disso, a alta do petróleo continua a impactar o mercado os juros dos Treasuries de curto prazo, que operam na direção oposta da ponta mais longa. As preocupações com a economia dos EUA e o aumento nos custos de energia na inflação trazem receios à política monetária do Federal Reserve, o que também afeta as cotações do ouro.

Segundo a TD Securities, o metal precioso está sendo negociado como um ativo de risco, porque sua demanda estrutural esteve intrinsecamente ligada à diversificação em relação ao dólar americano, o que se conecta a superávits em dólares.

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“A guerra no Oriente Médio causou danos significativos às economias do Golfo, mas também reduziu de forma relevante os superávits no Leste Asiático, criando, por ora, uma ruptura na demanda do setor oficial”, afirma.

*Com informações de Estadão Conteúdo

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Jornalista formada pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). É repórter de mercados do Money Times. Antes disso, atuou na cobertura de macroeconomia na Broadcast/Agência Estado.
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