Para 60% dos eleitores, ligação de Flávio Bolsonaro com Daniel Vorcaro levanta suspeitas, aponta Genial/Quaest
Pesquisa eleitoral Genial/Quaest para presidente da República divulgada nesta quarta-feira (10) aponta também que as notícias sobre o envolvimento do senador Flávio Bolsonaro com Daniel Vorcaro, do Banco Master, prejudicou diretamente a percepção do eleitor em relação ao pré-candidato do PL ao Planalto.
Para 65% dos entrevistados, o candidato errou e deveria ter evitado pedir dinheiro ao banqueiro para o financiamento de “Dark Horse”, cinebiografia do seu pai, Jair Bolsonaro, que está em prisão domiciliar. Para 17%, a atitude, gravada em áudios e revelada pelo Intercept Brasil, foi acertada e 18% não souberam avaliar ou não responderam.
Para 60% dos entrevistados, as conversas entre Flávio Bolsonaro e Vorcaro levantam suspeitas, contra 19% que consideram normais as trocas de mensagens entre o senador e o banqueiro, que está preso. Outros 21% não souberam responder ou não responderam.
Além disso, 58% dos entrevistados consideram que o senador possa estar escondendo um envolvimento ilegal no escândalo do Banco Master, contra 27% que avaliam não haver envolvimento do pré-candidato do PL a presidente da República. Já 62% dos entrevistados na pesquisa Genial/Quaest entendem que Flávio Bolsonaro sabia que Vorcaro estava envolvido em corrupção ligada ao Banco Master e 26% acham que ele desconhecia.
O envolvimento do senador com o banqueiro faz com que 12% dos entrevistados tenham menos vontade e 6% tenham mais vontade de votar nele para presidente da República. Para 50%, as notícias não impactam na decisão, já que não votariam em Flávio Bolsonaro, assim como para 26% que já votariam nele e mantiveram a posição.
Com a ligação entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro, a percepção de que a família Bolsonaro é a mais afetada negativamente pelo escândalo do Banco Master cresceu 7 pontos porcentuais entre maio e junho, de 9% para 16%. Para 10%, o governo Lula é o mais afetado, ante 11% em maio, e para 7% o Supremo Tribunal Federal (STF) e o Judiciário são os mais prejudicados, ante 10% no mês passado.
Banco Central, com 4%, e Congresso, com 2%, também foram citados, mas 44% ainda acham que todos os nomes apresentados na pesquisa foram os mais afetados, contra 46% em maio. Outros 16% não souberam ou não responderam e para 1% ninguém foi prejudicado