payroll

Fed: Chances de corte de juros em março caem — entenda os motivos

12 fev 2026, 8:31 - atualizado em 12 fev 2026, 8:31
Banco Central, Agenda, Economia, Mercados, Brasil, EUA, PIB, Payroll
Payroll acima das expectativas de 65 mil novos postos. (Imagem: Bumblee-Dee/Canva)

Os Estados Unidos criaram 130 mil vagas de emprego em janeiro, segundo dados divulgados da quarta-feira (11) pelo Departamento do Trabalho. O resultado veio bem acima da projeção do mercado, que esperava a abertura de 65 mil postos.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O dado reforçou a percepção de que o mercado de trabalho americano segue resiliente, em um momento em que investidores monitoram de perto os próximos passos do Federal Reserve (Fed).

Além do resultado de janeiro, o número de dezembro foi levemente revisado para baixo, passando de 50 mil para 48 mil vagas criadas.

Para Felipe Salles, economista-chefe do C6 Bank, o relatório mostrou um quadro mais forte do que o esperado.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

“As 130 mil contratações registradas nos EUA em janeiro superaram muito a expectativa do mercado, que projetava 65 mil admissões no mês. Esse resultado foi puxado pelo setor privado, onde foram registradas 172 mil contratações. Com os dados de janeiro, a média dos últimos três meses chegou a 73 mil admissões por mês – um resultado bem mais forte do que o registrado no último trimestre de 2025”, afirma.

Segundo ele, de maneira geral, o relatório indica um mercado de trabalho sólido.

Desemprego cai e participação sobe

A taxa de desemprego ficou em 4,3%, abaixo da expectativa de 4,4% e inferior ao patamar anterior.

Para Salles, o dado chama atenção porque ocorreu mesmo com o aumento da taxa de participação.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

“A taxa de desemprego caiu para 4,3%, um nível baixo para os padrões históricos dos EUA e inferior ao esperado pelo mercado. Esse movimento ocorreu a despeito de um aumento na taxa de participação na força de trabalho, que subiu de 62,4% para 62,5%, o que significa que mais pessoas passaram a procurar emprego nas últimas quatro semanas.”

Em outras palavras, mais pessoas entraram no mercado e, ainda assim, o desemprego recuou — um sinal de absorção consistente da mão de obra.

Salários seguem pressionando

No campo dos rendimentos, o salário médio por hora avançou 0,4% em janeiro e acumula alta de 3,7% em 12 meses.

“Essa variação mantém os salários em um ritmo de crescimento que tende a pressionar a inflação, especialmente no setor de serviços, que costuma ser mais sensível ao aumento do custo do trabalho”, diz o economista.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O comportamento dos salários é um dos principais pontos de atenção do Fed, já que influencia diretamente a dinâmica inflacionária.

O que muda para os juros?

Com um mercado de trabalho ainda firme e inflação resistente, os dados reduzem a probabilidade de um corte de juros já na próxima reunião do Fed, em março. As apostas, medidas pelo CME FedWatch, de corte de juros no mês que vem caíram de 23,2% para 6,4%.

“O mercado de trabalho americano ainda mostra resiliência, enquanto a inflação continua pressionada. Os dados de emprego e inflação referentes a fevereiro, que ainda serão divulgados, devem dar mais clareza sobre o cenário e ajudar a orientar a próxima decisão de política monetária do Fed. Por ora, esperamos a manutenção dos juros no intervalo atual, de 3,5% a 3,75%, na próxima reunião”, afirma Salles.

A leitura predominante é de que o Fed pode preferir aguardar novos sinais de desaceleração antes de iniciar um novo ciclo de afrouxamento monetário.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Compartilhar

WhatsAppTwitterLinkedinFacebookTelegram
Jornalista formada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e pós-graduanda em Economia, Finanças e Banking pela USP Esalq. Atua há 3 anos na redação do Money Times e, atualmente, cobre Macroeconomia.
Jornalista formada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e pós-graduanda em Economia, Finanças e Banking pela USP Esalq. Atua há 3 anos na redação do Money Times e, atualmente, cobre Macroeconomia.
Por dentro dos mercados

Receba gratuitamente as newsletters do Money Times

OBS: Ao clicar no botão você autoriza o Money Times a utilizar os dados fornecidos para encaminhar conteúdos informativos e publicitários.

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies.

Fechar