Pedidos de auxílio-desemprego nos EUA sobem 4 mil na semana, a 212 mil, em meio à estabilização do mercado de trabalho
Os pedidos iniciais de auxílio-desemprego aumentaram em 4.000, para 212.000, em dado ajustado sazonalmente, na semana encerrada em 21 de fevereiro, informou o Departamento do Trabalho nesta quinta-feira (26). Economistas consultados pela Reuters previam 215.000 pedidos para a última semana.
Os pedidos da semana passada incluíram o feriado do Dia dos Presidentes, o que pode ter afetado os dados. No entanto, o nível dos pedidos sugere que o mercado de trabalho continuou a se estabilizar após atingir uma fase de desaceleração no ano passado em meio à incerteza decorrente das tarifas impostas pelo presidente norte-americano, Donald Trump.
Na sexta-feira passada (20), a Suprema Corte dos EUA derrubou as tarifas, que Trump aplicou com base em uma lei destinada a ser usada em emergências nacionais. Trump rapidamente impôs uma taxa global de 10% por 150 dias para substituir algumas das tarifas de emergência, antes de aumentá-la para 15% no fim de semana.
Economistas afirmaram que as últimas medidas criaram incerteza no curto prazo, mas previram um impacto econômico mínimo.
A incerteza persistente em relação às tarifas de importação, agora invalidadas, foi citada como motivo da hesitação geral das empresas em aumentar as contratações. A rápida adoção da inteligência artificial também está adicionando outra camada de cautela, afirmaram economistas.
A taxa de desemprego caiu de 4,4% em dezembro para 4,3% em janeiro. Embora o mercado de trabalho esteja se recuperando, os consumidores continuam nervosos com suas perspectivas de emprego.