Comprar ou vender?

Perto dos resultados, CSN Mineração (CMIN3) é sugestão de compra? Veja o que diz Itaú BBA

11 nov 2023, 17:23 - atualizado em 11 nov 2023, 17:23
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CSN Mineração divulgará o balanço na segunda-feira (13), após o fechamento do mercado (Imagem: REUTERS/Melanie Burton)

A CSN Mineração (CMIN3) é a próxima empresa do setor de mineração e siderurgia a reportar os resultados do terceiro trimestre do ano, juntamente com a holding controladora CSN (CSNA3).

A companhia divulgará o balanço na segunda-feira (13), após o fechamento do mercado.

Nessa nova temporada, analistas acreditam que as mineradoras devem ser mais uma vez os destaques positivos do setor, tendo seus números impulsionados pelos preços ainda elevados do minério de ferro.

Segundo a XP Investimentos, a CSN Mineração deve entregar uma “sólida melhoria” de Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) devido aos preços mais elevados da commodity e volumes sazonalmente melhores.

O bom desempenho da CSN Mineração deve puxar os números da controladora CSN, inclusive. Com isso, a holding deve ver seu Ebitda avançar 19% sequencialmente, mesmo com o desempenho prejudicado na divisão de siderurgia.

Há, no entanto, quem esteja mais reticente com a ação da empresa controlada. É o caso do Itaú BBA, que iniciou a cobertura do nome na semana com recomendação de “market perform”, equivalente a “neutro”, e preço-alvo de R$ 6 para 2024, o que não dá espaço para valorização, considerando o preço atual e após a forte valorização de aproximadamente 30% nos últimos dois meses.

Uma história de crescimento

Em seu relatório de início de cobertura, o BBA ressalta que a CSN Mineração é “essencialmente uma história de crescimento” aumentada por uma provável melhora na média do portfólio de qualidade de minério de ferro que deve levar a prêmios de preços realizados maiores no médio prazo.

Segundo o time de análise da instituição, a CSN Mineração conta com um plano de expansão robusto que engloba investimentos de mais de R$ 13 bilhões e que deve levar a uma melhora de mais de 60% no prêmio do portfólio da companhia.

Pensando nisso, o BBA está na expectativa de que a CSN Mineração seja beneficiada pelo cenário positivo de vendas e distribuição para minérios de alta qualidade, sob apoio das tendências de descarbonização e de uma oferta limitada de commodities desse padrão.

“Acreditamos que a competitividade da companhia é potencializada pela integração de suas operações (mina-ferrovia-porto)”, acrescenta a equipe de análise.

De acordo com o BBA, isso coloca a CSN Mineração em nível de comparação a grandes players globais em termos de custos de caixa.

“A CSN Mineração mostra performance decente em termos de custos de extração, com o custo C1 comparável aos de Vale (VALE3) e Rio Tinto“, diz.

Então… por que CMIN3 não é compra?

Apesar de aspectos positivos da tese, a CSN Mineração, negociada a 4,9 vezes EV/Ebitda (valor da empresa sobre Ebitda) para 2024, parece justamente precificada, considerando as perspectivas de crescimento de volumes, explica o BBA.

Além disso, o BBA acredita que as ações da CSN Mineração estão precificando uma média de preços de minério de ferro de US$ 105/tonelada para 2024, em linhas com as estimativas da instituição.

“Projetamos uma geração de fluxo de caixa livre de 2024 para 2028, durante a execução do plano de expansão, e vemos um dividend yield médio de ~5% (assumindo um payout de aproximadamente 80%, de acordo com a política da empresa)”, completa o banco, citando esse ponto como um potencial risco.

Outro ponto negativo levantado pelo BBA é que os projetos de expansão impõem um risco de execução que ameaça a rentabilidade de longo prazo.

Editora-assistente
Formada em Jornalismo pela Universidade Presbiteriana Mackenzie. Atua como editora-assistente do Money Times há pouco mais de três anos cobrindo ações, finanças e investimentos. Antes do Money Times, era colaboradora na revista de Arquitetura, Urbanismo, Construção e Design de interiores Casa & Mercado.
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Formada em Jornalismo pela Universidade Presbiteriana Mackenzie. Atua como editora-assistente do Money Times há pouco mais de três anos cobrindo ações, finanças e investimentos. Antes do Money Times, era colaboradora na revista de Arquitetura, Urbanismo, Construção e Design de interiores Casa & Mercado.
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