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Petrobras: BofA diz que mercado substima pré-sal e coloca R$ 15 no preço-alvo de PETR4

14 out 2026, 18:18
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(Imagem: Edição CanvaPro)

De olho no pré-sal, o Bank of America (BofA) elevou o preço-alvo das ações da Petrobras (PETR4) em R$ 15, de R$ 55 para R$ 70, nesta quarta-feira (14) e reiterou a recomendação de compra.

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O novo preço-alvo implica em um potencial de valorização de cerca de 23% sobre o preço de fechamento de PETR4 na véspera.

Para os analistas Leonardo Marcondes, Caio Ribeiro e Ana Milne, o mercado ainda subestimas os ganhos operacionais da companhia no pré-sal.

“Embora a qualidade superior do petróleo e a produtividade excepcional do pré-sal sejam amplamente reconhecidas, acreditamos que o mercado ainda pode estar subestimando suas vantagens estruturais”, afirma o trio em relatório a clientes divulgado nesta quarta-feira.

Ainda segundo o BofA, a maioria das previsões trata implicitamente os ativos do pré-sal de forma semelhante aos campos do pós-sal, apesar de suas características geológicas superiores.

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Para eles, os campos, que combinam petróleo mais leve, grande escala e produtividade excepcional, devem manter uma produção elevada por mais tempo.

De olho nisso, o BofA elevou suas estimativas de produção para 2,9 milhões de barris de petróleo por dia em 2027 e 3,1 milhões em 2028, ante projeções anteriores de 2,7 milhões e 2,8 milhões, respectivamente.

Os volumes superam os previstos pela própria estatal no Plano de Negócios 2026–2030: 2,6 milhões de barris diários em 2027 e 2,7 milhões em 2028.

Além do pré-sal

Os analistas do BofA também destacam outros fundamentos que sustentam a visão otimista para PETR4. Entre eles, o forte desempenho operacional do negócio de Exploração e Produção, a política de preços de combustíveis e uma estrutura ‘robusta’ de governança corporativa.

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“Em conjunto, esses fatores sustentam nossa expectativa de que a Petrobras continuará a apresentar crescimento de produção acima da média do setor e geração de fluxo de caixa livre líder no médio prazo”, afirmam os analistas.

Com destaque para a política de preços, o BofA avalia que o ano de 2026 foi o ‘verdadeiro teste de fogo’.

Os preços dos combustíveis da Petrobras estiveram acima da paridade de exportação em apenas cerca de 54% do tempo – “o que sugere que a empresa poderá precisar implementar aumentos de preços caso os preços do petróleo e os spreads de refino permaneçam elevados”, avaliam os analistas.

Por outro lado, no acumulado do ano, os preços de diesel e gasolina estão abaixo de 14% a 15% da paridade de importação. “Destacamos, no entanto, que o novo regime de subsídios, que concede subsídios adicionais apenas aos importadores de diesel, pode ter alterado a forma como a Petrobras calcula a paridade de importação.”

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Na governança corporativa, os analistas do BofA acredita que a estrutura atual oferece proteção significativa contra a potencial interferência do governo nas decisões de alocação de capital.

“Mesmo após a redução em sua política de distribuição de dividendos em 2023, a Petrobras continuou se destacando entre seus pares globais em termos de retorno de caixa para os acionistas. A Petrobras está entre as empresas com maior retorno de caixa no setor global de petróleo e gás desde 2023, quando o presidente Lula retornou ao cargo”, afirmaram.

O banco ainda considera que o ‘trade eleitoral’ deve seguir como um ‘importante’ catalisador para as ações no curto prazo.

PETR4 descontada

No relatório, o BofA ainda afirma que as ações da Petrobras estão ‘descontadas’ em relação aos principais pares internacionais.

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Considerando dados da Bloomberg, a estatal está sendo negociada a um múltiplo de 3,5 vezes EV/Ebitda para os próximos 12 merses, o que implica:

  • um desconto de 55% em relação à média de seus pares norte-americanos Exxon e Chevron;
  • 18% em relação à média dos players europeus Shell, TotalEnergies, BP, Equinor, Repsol, Galp e ENI;
  • e 29% em relação à média dos players asiáticos PetroChina e Sinopec.

“Acreditamos que o mercado continua a incorporar um prêmio de risco político no valuation da Petrobras que, em nossa opinião, é inconsistente com a estrutura de governança da empresa e seu histórico de alocação disciplinada de capital”, avaliam os analistas.

“Como a resiliência de sua estrutura de governança reduziu a probabilidade de interferência governamental significativa e a produção deve crescer – impulsionada pelo sólido desempenho dos ativos do pré-sal – a geração de caixa e os dividendos provavelmente permanecerão acima dos concorrentes”, acrescentam.

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Repórter
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter de Mercados no Money Times e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise política da XP Investimentos.
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter de Mercados no Money Times e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise política da XP Investimentos.

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