Petrobras (PETR3; PETR4) ganha quase R$ 100 bilhões em valor de mercado desde início do conflito no Irã
A Petrobras (PETR3; PETR4) acumulou nos últimos 11 pregões, desde o início do conflito no Oriente Médio, R$ 93 bilhões, totalizando R$ 625,1 bilhões em valor de mercado. Na quarta-feira passada (11), a estatal já havia renovado a marca histórica ao superar os R$ 600 bilhões.
Os contratos futuros do petróleo Brent para maio operam pela terceira sessão consecutiva acima dos US$ 100, diante do prolongamento da guerra entre Estados Unidos e Irã e da passagem limitada pelo Estreito de Ormuz.
Apenas no último mês, a PETR4 acumulou alta de mais de 16%, enquanto a PETR3 disparou mais de 18%. Na avaliação do BTG Pactual, a Petrobras está entre as companhias mais expostas a capturar os efeitos da alta do petróleo.
“Preços mais elevados do Brent e ajustes nos preços domésticos de combustíveis (somados ao programa de subvenção ao diesel) melhoram materialmente a perspectiva de geração de FCFE (fluxo de caixa livre ao acionista) e a capacidade de dividendos no curto prazo”, disse o banco mais cedo ao elevar a recomendação da ação para compra.
Por volta das 15h53 (horário de Brasília), PETR4 avança 2,73%, a R$ 45,89, e PETR3 sobe 2,25%, a R$ 50,49
Imposto sobre exportações de petróleo
Na última semana, o governo federal anunciou um conjunto de medidas para reduzir os preços do diesel no mercado doméstico, com o objetivo de mitigar o impacto da alta dos preços internacionais dos combustíveis.
As medidas incluem a criação de um novo programa de subsídios para produtores e importadores no valor de R$ 0,32 por litro.
Com isso, produtores e importadores participantes do programa poderão vender diesel a um preço R$ 0,32 por litro abaixo do preço de referência, a ser divulgado pela Agência Nacional de Petróleo (ANP), com direito ao reembolso também de R$ 0,32 por litro dentro dos períodos de ressarcimento estabelecidos pela agência.
Como contrapartida, para mitigar o impacto fiscal dessas iniciativas, foi introduzido um imposto de 12% sobre as exportações de petróleo bruto. O Itaú BBA destaca que a Prio (PRIO3) e a Petrobras estão entre as companhias mais expostas à medida.
Em um cenário com o Brent em US$ 75 o barril, o impacto estimado é de uma redução no resultado operacional (Ebitda) de 2026, com maior impacto para Prio, de 13%, e para a Petrobras, de 6%.
Caso o imposto de 12% sobre as exportações permaneça em vigor por todo o ano e o Brent apresente preço médio de US$ 75 por barril, a Petrobras negociaria a um retorno (yield) de fluxo de caixa livre para o acionista (FCFE) de 8,5% em um cenário sem ajuste de preços.