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Petrobras (PETR4): Após a tempestade, vem o sol? Analista vê bom ponto de entrada e dividendos generosos pela frente

12 abr 2024, 13:30 - atualizado em 12 abr 2024, 14:54
Petrobras
Petrobras tem recomendação de compra mantida em meio à pauta de troca de CEO e distribuição de dividendos (Imagem: REUTERS/Sergio Moraes)

A Petrobras (PETR3;PETR4) passou essa semana sob os holofotes, com o comando da companhia, pagamento de dividendos extraordinários e suspensão de conselheiro no radar dos investidores. Há ainda o avanço do petróleo, que a empresa não acompanhou.

Desde a divulgação do balanço do último trimestre de 2023 e o anúncio da retenção dos dividendos, no início de março, a petrolífera está em evidência, entre altas e baixas. Nesta sexta-feira (12), por volta das 13h20, PETR3 e PETR4 tinham leve alta de 0,12% e 0,18%, respectivamente.

  • O que está acontecendo com a Petrobras? A equipe do Money Times investigou a fundo o que está rolando com a estatal em meio à interferência política e à retenção de dividendos; leia mais.


Na avaliação do analista da Mateus Haag, da Guide Investimentos, após a tempestade, vem o sol. Ele indica compra para Petrobras, com preço-alvo de R$ 45 por ação.

Haag destaca pontos como a retenção de proventos, a discussão sobre a permanência do presidente Jean Paul Prates a frente da companhia — devido a desentendimentos com o Ministro das Minas e Energia, Alexandre Silveira — e a expectativas de que os dividendos retidos fossem canalizados para investimentos pouco produtivos.

“Em nossa análise, esses riscos parecem improváveis de se concretizar. Atualmente, a Petrobras está sendo negociada a um valuation inferior ao de seus concorrentes internacionais e acreditamos que continuará a pagar dividendos elevados nos próximos anos”, avalia.

A Guide se mantém otimista com a tese de investimento na Petrobras, tendo em vista que a companhia demonstra uma “capacidade notável” de gerar fluxo de caixa robusto por meio de suas operações. Neste sentido, esperam que a estatal continue distribuindo dividendos generosos.

“Ao analisar o rendimento de dividendos projetado pela média dos analistas de mercado para os próximos 12 meses e compará-lo com seus concorrentes de mercado, fica evidente que a Petrobras ainda apresenta a perspectiva mais promissora”, argumenta Haag.

O que esperar das próximas notícias sobre Petrobras?

O analista da Guide pondera que a reação dos mercados após a retenção dos dividendos apontava para uma precificação de que os recursos seriam desperdiçados e que algo mais poderia acontecer. Ele aponta que essa não é sua visão sobre o assunto e nada deve mudar por conta da retenção.

“Além disso, após algumas notícias veiculadas na mídia, acreditamos que Fernando Haddad, Alexandre Silveira e Rui Costa tenham decidido sobre a distribuição desse montante no próximo trimestre devido à necessidade de o governo atingir suas metas fiscais e pela saúde financeira da estatal para cumprir com seus investimentos previstos”, explica.

O analista aponta ainda que o risco de interferência política parece ter uma probabilidade baixa de ocorrer, conforme observa desde o início desta nova governança.

Para o analista Ruy Hungria, da Empiricus Research, as notícias de que os dividendos extraordinários podem acabar sendo distribuídos animam os acionistas.

No programa Giro do Mercado — transmitido todos os dias, às 12h, no canal do Money Times no YouTube – de sexta-feira (5), ele explicou ainda o impacto da fritura que levou à pauta de uma mudança no comando da Petrobras, que é vista de forma negativa.

“O mercado teme que uma mudança de CEO acabe fazendo com que a companhia tenha uma guinada mais populista do que pró-mercado que a gente vem tendo até agora. Até agora, nessa gestão do Prates, apesar de termos algumas mudanças mais próximas da vontade do governo, acabou que elas não foram tão drásticas como o mercado temia”, pondera.

Para conferir a análise completa e Hungria sobre a Petrobras, basta clicar no link abaixo:

Repórter
Formada em jornalismo pela Universidade Nove de Julho. Foi redatora na área de marketing digital por 2 anos e ingressou no Money Times em 2022.
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