Petrobras (PETR4), Bradesco (BBDC4) e mais: quais são as ações preferidas do UBS no Brasil?
O UBS tem entre as suas principais apostas de ações no Brasil ativos de grande relevância no principal índice da Bolsa brasileira, o Ibovespa (IBOV), mas também nomes considerados “defensivos”, dentro do contexto de proximidade das eleições e baixo endividamento em contexto de juros ainda elevados.
No setor de petróleo e gás, o banco suíço manteve a preferência por Petrobras (PETR4) e Prio (PRIO3).
Já entre os bancões, o escolhido do UBS foi o Bradesco (BBDC4).
E, a despeito do enfraquecimento e consequente “receio” dos investidores com o varejo, o banco manteve entre as apostas do setor com C&A (CEAB3) e Smart Fit (SMFT3).
Confira todos os ativos preferidos do UBS no Brasil:
| Código | Empresa | Setor | Valor de mercado (US$ mi) | Recomendação UBS | Preço (R$) | Preço-alvo (R$) | Potencial de alta/baixa |
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| PETR4 | Petrobras (PN) | Energia | 50.211 | Compra | 48,0 | 62,0 | 29% |
| BBDC4 | Bradesco (PN) | Financeiro | 18.164 | Compra | 17,9 | 24,0 | 34% |
| PRIO3 | PRIO | Energia | 9.948 | Compra | 59,4 | 68,0 | 15% |
| XP | XP Inc | Financeiro | 8.510 | Compra | 20,5 | 25,0 | 22% |
| MOTV3 | Motiva | Industriais | 6.457 | Compra | 16,6 | 20,5 | 23% |
| RADL3 | RD Saúde | Bens de consumo básico | 6.113 | Compra | 18,2 | 26,0 | 43% |
| HYPE3 | Hypera | Saúde | 3.317 | Compra | 24,5 | 28,0 | 14% |
| SMFT3 | Smartfit | Bens de consumo discricionário | 2.051 | Compra | 17,3 | 28,0 | 62% |
| CYRE3 | Cyrela | Bens de consumo discricionário | 1.992 | Compra | 27,0 | 38,0 | 41% |
| INTR3 | Inter & Co | Financeiro | 1.665 | Compra | 5,1 | 8,8 | 72% |
| CEAB3 | C&A Modas | Bens de consumo discricionário | 548 | Compra | 9,3 | 13,0 | 40% |
Visão do mercado brasileiro
O banco manteve a recomendação overweight (equivalente à compra) para o mercado brasileiro, mesmo com a proximidade das eleições presidenciais de outubro.
Para o banco, embora o pleito represente um dos principais eventos macroeconômicos para os ativos locais, a relação entre risco e retorno segue favorável, especialmente diante dos descontos atuais da Bolsa brasileira.
Segundo os estrategistas, o Brasil é um dos poucos mercados emergentes em que as variáveis macroeconômicas costumam ter peso maior do que os fundamentos das empresas.
Agora, a atenção dos investidores está voltada para a disputa eleitoral e, principalmente, para os desdobramentos na política fiscal após o resultado das urnas.
“A divergência na trajetória fiscal — continuidade da expansão fiscal versus consolidação fiscal — é o principal resultado das eleições em termos de impacto sobre o mercado”, afirma o banco.
Além disso, para o banco, esse posicionamento de maior probabilidade continuidade de uma política fiscal expansionista abre espaço para uma assimetria interessante para os investidores. Isso porque os riscos negativos de um cenário de continuidade fiscal já estariam, em grande medida, incorporados aos preços dos ativos.