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Petrobras (PETR4): BTG rebaixa recomendação e vê flexibilidade financeira limitada

16 jan 2026, 12:25 - atualizado em 16 jan 2026, 12:31
petrobras petr4
(Imagem: Kaype Abreu / Money Times)

O BTG Pactual rebaixou a recomendação da Petrobras (PETR4) para neutra e fixou preço-alvo de US$ 15 para as ADRs (potencial de 19%), citando baixa visibilidade macro-política, flexibilidade financeira limitada e um valuation considerado justo. Em dezembro, o banco tinha recomendação de compra para o papel.

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De acordo com a instituição, em relatório assinado por Rodrigo Almeida e Gustavo Cunha, apesar da proximidade das eleições presidenciais, uma mudança no ciclo político é improvável de provocar uma inflexão relevante na estratégia da estatal.

Os analistas dizem ver uma discrepância entre a política de dividendos e a geração efetiva de caixa, o que deve, segundo eles, levar a aumento da alavancagem em 2026 e 2027.

O BTG destaca que a execução operacional segue sólida, com a produção projetada para 2,7 milhões de barris por dia até 2028, impulsionada pela entrada de novos FPSOs.

Para o banco, a estatal opera sob uma estratégia de longo prazo considerada crível e alinhada aos acionistas minoritários, e que a pressão atual sobre o caixa é consequência natural de um ciclo intensivo de capital no offshore, não de deterioração estratégica.

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Petróleo em baixa

Com Brent a US$ 62 por barril em 2026, o banco estima um FCFE de cerca de US$ 6,5 bilhões, insuficiente para cobrir dividendos projetados em US$ 7,6 bilhões.

Para atingir neutralidade de fluxo de caixa, o BTG calcula que o Brent precisaria ficar em torno de US$ 67,5 por barril.

Uma vez concluído o ciclo pesado de capex em Búzios em 2026–27, o banco espera que a política de dividendos se realinhe naturalmente ao FCFE.

Nesse cenário, a companhia poderia iniciar um novo ciclo de desalavancagem a partir de 2028, mesmo sem depender de melhorias macro relevantes, disse.

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Editor
Jornalista formado pela Universidade Federal do Paraná (UFPR), com MBA em mercado financeiro. Colaborou com revista Veja, Estadão, entre outros.
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