Empresas

Petrobras (PETR4) defende transição energética justa e adição energética, diz Magda Chambriard

03 jun 2026, 9:13 - atualizado em 03 jun 2026, 9:13
presidente da Petrobras, Magda Chambriard, em 27052024
(Rafael Pereira / Agência Petrobras)

A presidente da Petrobras (PETR4), Magda Chambriard, afirmou nesta quarta-feira (3) que a companhia defende uma transição energética justa e a adição energética. Chamou a atenção, porém, para os custos demandados nessa transição.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

“Não acreditamos que seja bom jogar fora o que temos construído em prol de um novo que custa caro e muito provavelmente não cabe no bolso, pelo menos de forma tão acelerada, da maioria das nações do mundo”, disse, em participação no XIV Fórum de Lisboa nesta manhã.

A executiva afirmou que a estimativa é que seria necessário R$ 1,2 bilhão nos próximos 25 anos para fazer a transição energética na velocidade apregoada hoje no Brasil.

“O Brasil investe em tudo – saúde, educação, infraestrutura e salários – R$ 2 bilhões. Eu pergunto para os senhores, é razoável que a gente gaste mais da metade de todo o investimento nacional ao longo de 25 anos para substituir uma energia que hoje é o nosso primeiro produto de exportação?”, questionou.

Madga emendou que é preciso refletir como essa transição dá as mãos para a segurança energética do país, que acrescentou estar lidando de maneira eficiente com a crise do petróleo.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A executiva ponderou, ao longo de sua fala, que antes da guerra no Irã, havia uma forte discussão sobre o cenário de transição energética e que o mundo registrava um declínio nos preços do petróleo. Após a guerra, afirmou, a tendência é que esse movimento retorne.

“Vai acelerar essa transição, a inserção de novas tecnologias, de projetos de pesquisa e desenvolvimento em prol de um novo patamar energético no mundo. Só que isso ainda vai demorar um pouquinho, porque a guerra do Golfo Pérsico entrou no meio dessa trajetória”, disse.

“Se a guerra acabasse hoje, em até quatro anos, muito provavelmente a gente voltaria no mínimo para aquele patamar de 60 dólares por barril e isso é importantíssimo que o Brasil entenda e precifique”, acrescentou, ao comentar os impactos do conflito.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Compartilhar

WhatsAppTwitterLinkedinFacebookTelegram
Estadão Conteúdo é uma agência de notícias que pertence ao grupo O Estado de S. Paulo e fornece notícias, análises, colunas e cotações, entre outros conteúdos, para veículos de imprensa de todo o Brasil.
Estadão Conteúdo é uma agência de notícias que pertence ao grupo O Estado de S. Paulo e fornece notícias, análises, colunas e cotações, entre outros conteúdos, para veículos de imprensa de todo o Brasil.
Por dentro dos mercados

Receba gratuitamente as newsletters do Money Times

OBS: Ao clicar no botão você autoriza o Money Times a utilizar os dados fornecidos para encaminhar conteúdos informativos e publicitários.

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies.

Fechar