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Petrobras (PETR4): Dividendo extraordinário é ‘muito pouco provável’ em 2026, diz CFO

07 ago 2026, 13:12
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(Imagem: REUTERS/Sergio Moraes)

Apesar do lucro recorde e da forte geração de caixa no segundo trimestre de 2026 (2T26), a Petrobras (PETR4) considera “muito pouco provável” o pagamento de dividendos extraordinários neste ano. A sinalização foi dada pelo diretor Financeiro e de Relacionamento com Investidores da companhia, Fernando Melgarejo, durante teleconferência com analistas nesta sexta-feira (7).

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Segundo o executivo, a política atual da companhia já destina aos acionistas 45% do fluxo de caixa livre por meio dos dividendos ordinários. Por isso, o excedente de caixa continuará sendo direcionado prioritariamente para investimentos e redução da dívida.

“Em termos de dividendo extraordinário, a gente acha muito pouco provável que neste ano a gente verifique a possibilidade de pagamento extraordinário, embora adoraríamos”, afirmou.

Melgarejo explicou que a prioridade da Petrobras segue sendo antecipar investimentos que possam aumentar a produção e gerar retorno aos acionistas.

“Tudo o que for investimento que gera retorno para o acionista, a gente está antecipando. Essa é a nossa prioridade”, disse.

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O executivo destacou ainda que a segunda prioridade da companhia é acelerar a redução do endividamento. Segundo ele, a Petrobras pretende antecipar a convergência da dívida bruta para US$ 65 bilhões, objetivo previsto no plano estratégico apenas para o fim do quinquênio.

“A prioridade número dois é fazer a convergência da dívida o mais rápido possível para US$ 65 bilhões. A ideia é antecipar um pouquinho essa trajetória”, afirmou.

No segundo trimestre, a dívida bruta da Petrobras caiu para US$ 70,8 bilhões, ante US$ 71,2 bilhões no trimestre anterior, enquanto a dívida líquida recuou para US$ 60,4 bilhões, frente a US$ 62,1 bilhões.

De acordo com Melgarejo, a companhia discute neste momento a elaboração do novo plano estratégico, que poderá definir a destinação de eventuais recursos excedentes no futuro. No entanto, ele ressaltou que o cenário atual ainda recomenda cautela.

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“Todo dinheiro que excede o caixa necessário para a companhia, se não tivermos investimentos e a dívida estiver adequada, o caminho natural é o dividendo extraordinário. Essa lógica continua desde que nós chegamos aqui.”

O executivo ponderou, porém, que a administração não trabalha com a expectativa de manutenção do Brent nos níveis registrados no segundo trimestre, fator que contribuiu para o forte resultado da estatal.

“Não acreditamos que o Brent vai se manter nesse patamar por um longo tempo. No ano que vem, o desafio é que ele volte para níveis mais próximos daqueles considerados quando construímos o planejamento estratégico”, afirmou.

A Petrobras reportou lucro líquido de R$ 52,4 bilhões no segundo trimestre, acima da expectativa do mercado, e aprovou R$ 17,4 bilhões em dividendos e juros sobre capital próprio referentes ao período. A companhia atribuiu o desempenho à produção recorde de petróleo e derivados, aos preços mais elevados do Brent e à forte geração de caixa.

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Editor
Jornalista formado pela Unesp, tem passagens pelo InfoMoney, CNN Brasil e Veja. Pautas para vitor.azevedo@moneytimes.com.br
Jornalista formado pela Unesp, tem passagens pelo InfoMoney, CNN Brasil e Veja. Pautas para vitor.azevedo@moneytimes.com.br

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