Petrobras (PETR4) não vai exercer direitos de preferência e tag along em operação envolvendo ações da Braskem (BRKM5)
A Petrobras (PETR4) informou ao mercado que não irá exercer os direitos de preferência e tag along previstos no acordo de acionistas da Braskem (BRKM5), em meio ao acordo que prevê a transferência da participação da Novonor (ex-Odebrecht) na petroquímica para o Shine Fundo de Investimento em Direitos Creditórios de Responsabilidade Limitada (FIDC), da IG4,
De acordo com a Petrobras, a decisão considerou o estágio das respectivas negociações em curso, e autoriza que
a diretoria executiva, dentro das premissas apresentadas, adote as medidas necessárias à implementação.
O mecanismo de tag along serve para garantir proteção no caso de uma mudança de controle acionário. Os direitos da Petrobras à preferência e tag along estão previstos no acordo de acionistas vigente da Braskem.
A Novonor detém atualmente 50,1% das ações com direito a voto da Braskem e 38,3% do total de ações, enquanto a Petrobras possui 47% das ações votantes e 36,1% do total de papéis.
As negociações sobre a Braskem
Em meados de dezembro de 2025, a Braskem anunciou que a IG4 fechou um acordo para assumir a participação da Novonor na petroquímica.
Um destino para a fatia detida pela Novonor (ex-Odebrecht) era aguardado pelo mercado há tempos, e o nome da IG4 já estava no radar.
A IG4 representa os bancos credores da companhia — Itaú, Bradesco, Santander, BB e BNDES –, que têm ações BRKM5 como garantia de empréstimos feitos à petroquímica.
Após a conclusão da operação, a Novonor permanecerá com 4% da Braskem.
A IG4 acrescentou em outro comunicado que a operação envolve cerca de R$ 20 bilhões em dívida e não causará mudanças operacionais imediatas na Braskem.