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Petrobras (PETR4), PRIO (PRIO3) e mais: BofA corta preços-alvo após queda do petróleo

02 jul 2026, 14:13 - atualizado em 02 jul 2026, 14:13
Sonda NS-42 (ODN-II) - Divulgação Petrobras
Sonda NS-42 (ODN-II) - Divulgação Petrobras

O Bank of America (BofA) reduziu os preços-alvo das principais petroleiras brasileiras após revisar para baixo suas projeções para o petróleo Brent, mas manteve a recomendação de compra para Petrobras (PETR4) e PRIO (PRIO3), que seguem entre as preferidas do banco na América Latina.

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Segundo relatório divulgado nesta quinta-feira (2), a revisão reflete a expectativa de preços mais baixos para o petróleo após a reabertura do Estreito de Ormuz, além da incorporação de um real mais valorizado nos modelos.

O banco agora projeta o Brent a US$ 82 por barril em 2026 e US$ 70 em 2027, reduzindo também sua estimativa de longo prazo de US$ 75 para US$ 70 por barril.

Petrobras e PRIO seguem favoritas

Para as empresas brasileiras, o BofA cortou os preços-alvo em cerca de 15%, em média, citando o impacto combinado da queda do petróleo e da revisão da taxa de câmbio, agora estimada em R$ 5,00 por dólar em 2027, ante R$ 5,25 anteriormente.

Confira as mudanças:

EmpresaPreço-alvo antigoNovo preço-alvoVariação
PetrobrasR$ 65R$ 55-15%
Petrobras ADRUS$ 24,80US$ 22-11%
PRIOR$ 82R$ 71-13%
Brava EnergiaR$ 26,50R$ 22,50-15%
PetroReconcavoR$ 16,50R$ 13,50-18%
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O banco reiterou recomendação de compra para Petrobras e PRIO.

Na avaliação dos analistas, a Petrobras continua oferecendo uma combinação atrativa de geração de caixa livre e dividendos em 2026 e 2027, mesmo diante da perspectiva de maiores investimentos nesse período.

Já a PRIO permanece entre as principais escolhas do BofA por conta da forte geração de caixa esperada nos próximos anos. O banco também aponta a recente política de dividendos da companhia como um potencial catalisador para as ações no curto prazo.

Brava segue neutra

Para a Brava Energia (BRAV3), o BofA manteve recomendação neutra, apesar de reconhecer o potencial de geração de caixa da companhia.

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Segundo o banco, os riscos de execução ainda permanecem elevados, limitando uma visão mais otimista para o papel.

A mesma recomendação foi mantida para a PetroReconcavo (RECV3). Os analistas estimam rendimentos de fluxo de caixa livre ao acionista (FCFE) de 8% em 2026 e 9% em 2027, abaixo dos observados em outros nomes sob cobertura, além de perspectivas de crescimento mais modestas.

A instituição ressalta que, embora a revisão dos preços-alvo tenha sido significativa, Petrobras e PRIO continuam sendo as principais apostas do setor de óleo e gás na bolsa brasileira.

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Editor
Jornalista formado pela Unesp, tem passagens pelo InfoMoney, CNN Brasil e Veja. Pautas para vitor.azevedo@moneytimes.com.br
Jornalista formado pela Unesp, tem passagens pelo InfoMoney, CNN Brasil e Veja. Pautas para vitor.azevedo@moneytimes.com.br

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