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Petrobras (PETR4) tem 20 dias para pagar multa de R$ 2,5 milhões por vazamento

09 fev 2026, 10:48 - atualizado em 09 fev 2026, 10:48
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Ibama multa Petrobras em R$ 2,5 mi por vazamento de fluido de perfuração no mar na Foz do Amazonas; ANP autoriza retomada das operações. (Imagem: REUTERS/Sergio Moraes)

O Ibama multou a Petrobras (PETR4) em R$ 2,5 milhões por despejar 18,44 metros cúbicos de Fluido de Perfuração de Base Não Aquosa (mistura oleosa) no mar. O incidente ocorreu em 4 de janeiro e foi decorrente de um vazamento durante a exploração pelo navio sonda NS-42, que atua na bacia da Foz do Amazonas no poço Morpho.

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A Petrobras terá 20 dias, a partir da ciência do auto de infração, para pagar a multa ou apresentar defesa administrativa.

“O fluido descarregado acidentalmente no mar contém componentes classificados na categoria de risco B, conforme o art. 4º da Lei nº 9.966/2000, representando risco médio tanto para a saúde humana quanto para o ecossistema aquático”, afirmou o Ibama em nota. O órgão ressaltou que o produto está listado no anexo da Instrução Normativa Ibama nº 14, de 28 de julho de 2025.

Procurada, a Petrobras ainda não informou se pretende recorrer da multa.

A região onde a Petrobras realiza a exploração é considerada de grande potencial para abrir uma nova fronteira de produção de petróleo e gás, mas enfrenta desafios ambientais e socioeconômicos que atrasaram o licenciamento do poço por anos.

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O fluido de perfuração é uma mistura de produtos utilizada durante o processo de perfuração em atividades de exploração e produção. Segundo o Ibama, o material despejado acidentalmente apresenta risco médio tanto para a saúde humana quanto para o ecossistema aquático.

Na semana passada, a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) autorizou a retomada da perfuração do poço, paralisada no início do ano devido ao vazamento, impondo algumas condicionantes, segundo documento visto pela Reuters. Inicialmente, a Petrobras previa concluir as atividades no poço em cerca de cinco meses.

O vazamento gerou protestos de ativistas e organizações indígenas locais, que há anos alertam sobre os impactos da exploração de petróleo nos ecossistemas marinhos e costeiros da região.

*Com informações da Reuters e do Estadão Conteúdo

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Coordenadora de redação
Formada em Jornalismo pela PUC-SP, tem especialização em Jornalismo Internacional. Atua como coordenadora de redação no Money Times e já trabalhou nas redações do InfoMoney, Você S/A, Você RH, Olhar Digital e Editora Trip.
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