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Petrobras (PETR4) considera proposta da IG4 assumir controle da Braskem (BRKM5), dizem fontes

29 ago 2025, 14:34 - atualizado em 29 ago 2025, 14:34
Petrobras
A Petrobras estaria considerando proposta da IG4 assumir controle da Braskem (Imagem: iStock.com/dabldy)

A Petrobras (PETR4) tem se mostrado receptiva a uma proposta da gestora de private equity IG4 Capital em assumir o controle da Braskem (BRKM5), a maior petroquímica da América Latina, hoje nas mãos da Novonor, disseram à Reuters quatro pessoas familiarizadas com as negociações.

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Duas dessas fontes e outras três, ouvidas sob condição de anonimato, disseram que as conversas da IG4 com as principais partes interessadas progrediram desde que a empresa firmou um acordo de exclusividade na semana passada para assumir bilhões de reais da dívida da Novonor, antiga Odebrecht, junto aos maiores bancos brasileiros, incluindo o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

O acordo concedeu à IG4 o direito exclusivo de negociar com a Novonor e a Petrobras, ambas acionistas-chave da Braskem, para trocar essa dívida por ações da empresa petroquímica, disseram as fontes.

Um novo acionista controlador – e uma potencial injeção de capital – poderia dar nova vida à Braskem, que tem enfrentado dificuldades com margens apertadas no negócio petroquímico e passivos persistentes decorrentes de bairros danificados por sua atividade de mineração de sal-gema na cidade de Maceió.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva já deixou claro aos ministros que deseja ver a Braskem saudável e pediu à presidente-executiva da Petrobras, Magda Chambriard, que ajude a encontrar uma solução que não comprometa os interesses da petroleira, de acordo com duas pessoas próximas ao Palácio do Planalto.

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A assessoria de imprensa da Presidência não respondeu imediatamente a um pedido de comentário. IG4, Novonor, Petrobras e Braskem se recusaram a comentar.

A Reuters foi a primeira a noticiar em novembro que o governo brasileiro e grandes bancos comerciais estavam trabalhando em um plano para transferir a participação da Novonor na Braskem para um fundo de private equity.

Três fontes disseram esta semana que um acordo poderia ser finalizado em alguns meses se as conversas continuarem no ritmo atual, levando a uma reformulação completa da gestão da Braskem, embora tenham ressaltado a incerteza sobre qualquer cronograma para as negociações.

Seria uma solução para as dívidas pendentes da Novonor, antiga Odebrecht, que aumentaram durante a Operação Lava Jato, há cerca de uma década, quando o grupo deu suas ações da Braskem como garantia para R$ 15 bilhões em dívidas bancárias.

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A dívida desde então cresceu para perto de R$ 20 bilhões — mais que o dobro do valor de mercado atual da Braskem.

A Novonor tem explorado a venda do controle da Braskem há anos, mas falhou repetidamente em fechar um acordo, inclusive em conversas recentes com o empresário Nelson Tanure, cujo período de discussões exclusivas com a própria Novonor expirou na semana passada.

Embora duas pessoas próximas à Petrobras tenham confirmado que as discussões com a IG4 estão em andamento, uma delas acrescentou que um acordo com Tanure não foi completamente descartado.

Em última análise, ambas as pessoas disseram que a petroleira visa aumentar sua influência na gestão da empresa assim que a Novonor ceder o controle.

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Uma das fontes disse que a Novonor está aberta a “construir uma solução”, desde que todas as partes envolvidas saiam ganhando. A Novonor também poderá lutar para manter uma pequena participação na Braskem, pois a receita proveniente da empresa a ajuda a cumprir suas obrigações sob o plano de recuperação judicial, acrescentou a pessoa.

A Novonor detém atualmente 50,1% das ações com direito a voto da Braskem e 38,3% do total de ações. A Petrobras possui 47% das ações com direito a voto e 36,1% do total de ações, além de um direito de preferência sobre a participação da Novonor sob um acordo de acionistas.

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A Reuters é uma das mais importantes e respeitadas agências de notícias do mundo. Fundada em 1851, no Reino Unido, por Paul Reuter. Com o tempo, expandiu sua cobertura para notícias gerais, políticas, econômicas e internacionais.
reuters@moneytimes.com.br
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