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Petrobras: prévia do 2º tri vem forte e mostra que nada mudou com nova gestão; espere dividendos altos

23 jul 2021, 15:16 - atualizado em 23 jul 2021, 16:10
Petrobras
O BTG afirma que até o momento a nova administração do CEO, Joaquim Silva e Luna, não fez nada para questionar a estratégia da estatal (Imagem: REUTERS/Paulo Whitaker)

A Petrobras (PETR3;PETR4), apesar de ter tido uma leve queda na produção de petróleo de 0,8%, apresentará cifras robustas no segundo trimestre, muito por conta da escalada do preço da commodity, apontam analistas.

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Na comparação com o primeiro trimestre, no entanto, a produção cresceu 1,4%, principalmente pelo aumento da produção das plataformas novas P-68, no campo de Berbigão, e P-70, no campo de Atapu, ambas do pré-sal da Bacia de Santos, segundo a empresa.

O nível de vendas avançou 13% no trimestre, por conta da elevação de 5,5% de vendas de produtos relacionados a óleo no mercado local e também de um avanço de 35% nas exportações.

Para o Safra, em relatório enviado a clientes e obtido pelo Money Times, as ações da nova gestão, como aumentos dos valores dos combustíveis e a venda da participação da BR Distribuidora (BRDT3), reforçam as expectativas de que não haverá mudanças na política de preços e de desinvestimentos.

O banco elevou o preço-alvo da estatal para R$ 29,5, com recomendação acima da média do mercado (outperform).

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“O risco de interferência do governo, no entanto, não pode ser descartada e, à medida que nos aproximamos das eleições de 2022, poderíamos ver mais volatilidade no preço das ações, mas acreditamos que o retorno potencial ainda é muito atraente para ser ignorado”, ressalta o analista Conrado Vegner.

O BTG acrescenta que com o pleito presidencial, a janela de oportunidades para a venda de ativos está se fechando.

Apesar disso, o banco afirma que, até o momento, a nova administração do CEO, Joaquim Silva e Luna, não fez nada para questionar a estratégia da estatal.

“A capacidade de conciliar a necessidade de uma política de preços coerente com pressões políticas em meio a o preço do petróleo persistentemente forte continua a ser fundamental”, argumentam Thiago Duarte, Pedro Soares e Daniel Guardiola.

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Números consistentes

O Bank of América afirma que os números ficaram muito em linha com as expectativas, com a produção estável ajudada pela maior produção de petróleo do pré-sal, que cresceu 6%.

“A empresa apresentou bons resultados operacionais, que combinados com preços mais altos do petróleo devem resultar em resultados sólidos no segundo trimestre”, aponta.

A demanda por combustíveis, na esteira da retomada e do crescimento do PIB, também deu uma forcinha para as cifras da gigante, com elevação de 5,5% no trimestre.

Já a crise hídrica puxou o segmento de gás, auxiliados pelo maior despacho de usinas térmicas na esteira da disponibilidade limitada de usinas hidrelétricas no Brasil.

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Petrobras
Com toda essa geração de caixa, somada a queda do endividamento, espere dividendos fortes para os próximos anos, destaca o Safra (Imagem: Miguel Ângelo/CNI)

Para o Credit Suisse, a geração de eletricidade da Petrobras, apesar de não ter grandes contribuições para a receita total, parece que irá surpreender nos próximos trimestres.

Ainda segundo o BTG, com a prévia, a petroleira terá um Ebitda recorde de R$ 55 bilhões, aumento de 15% no trimestre, “que seria ainda melhor se não fosse pelo que as estreitas margens”.

O que esperar dos dividendos?

Com toda essa geração de caixa, somada a queda do endividamento, espere dividendos fortes para os próximos anos, destaca o Safra.

“A redução esperada do em endividamento deve desencadear a nova política de dividendos em 2022, que pode se traduzir em rendimentos de dois dígitos nos próximos dois anos: estimamos um rendimento de 13% em 2022 e 12% em 2023”, pontua.

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Apesar disso, o BTG não está completamente convencido de que a política de dividendos possa ser desbloqueada por conta da dúvida se a desalavancagem em curso será preservada por um longo período.

“Baseado puramente em impulso e avaliação, empresa é uma das ações mais baratas que conhecemos, mas o estoque permanece muito binário”, completa.

O banco tem recomendação neutra para as ações da Petrobras.

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Editor-assistente
Formado pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, cobre mercados desde 2018. Ficou entre os jornalistas +Admirados da Imprensa de Economia e Finanças das edições de 2022, 2023 e 2024. É também setorista de setor financeiro. Antes, atuou na assessoria de imprensa do Ministério Público do Trabalho e como repórter do portal Suno Notícias, da Suno Research.
renan.dantas@moneytimes.com.br
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Formado pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, cobre mercados desde 2018. Ficou entre os jornalistas +Admirados da Imprensa de Economia e Finanças das edições de 2022, 2023 e 2024. É também setorista de setor financeiro. Antes, atuou na assessoria de imprensa do Ministério Público do Trabalho e como repórter do portal Suno Notícias, da Suno Research.
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