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Petrobras sobe 2% e Ibovespa fecha no azul após tensão com Trump

02/03/2018 - 18:42
Petrobras
Ações da Petrobras puxaram Ibovespa para cima nesta sexta-feira (2)

Uma melhora do humor nas bolsas em Wall Street na reta final do pregão e a guinada positiva das ações da Petrobras (PETR4) colocaram o Ibovespa de volta ao terreno positivo depois de chegar a cair 1,8% nesta sexta-feira (2). O principal índice da B3 fechou com alta de 0,45%, aos 85.761 pontos, acumulando desvalorização de 1,75% na semana. No mercado de câmbio, o dólar recuou 0,13% nesta sessão, a R$ 3,2506 na venda.

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A Bolsa brasileira acabou reagindo do susto em meio à tensão de predominou nos mercados durante a maior parte do dia. A decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de impor tarifas de 25% sobre importações de aço e de 10% sobre as de alumínio provocou reações como a do presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, que ameaçou retaliações, reacendendo os temores de guerra comercial.

Os índices de Frankfurt e Paris encerraram com baixa de 2,27% e 2,39%, respectivamente. Em Nova York, no entanto, uma recuperação de papéis ligados ao setor de saúde amenizou a onda vendedora e o S&P 500 avançou 0,51%. Já o Dow Jones não conseguiu terminar no azul (-0,29%).

Na B3, os papéis da Petrobras, que têm grande peso no Ibovespa, subiram 2,28%, cotados a R$ 21,51. Além de nova alta nos preços do petróleo, analistas comentam sobre a expectativa pela definição da cessão onerosa, o que deve ocorrer até 15 de março, data da divulgação dos resultados da estatal petrolífera.

Quem liderou os ganhos do Ibovespa foram as ações da Fleury (FLRY3), com alta de 4,36% a R$ 28,50. Além de apresentar seus resultados do quarto trimestre de 2017, a empresa de medicina diagnóstica anunciou a compra do Instituto de Radiologia de Natal por R$ 90,5 milhões.

Outros papéis de empresas favorecidas pela queda dos juros também atravessaram um pregão positivo na Bolsa diante da deflação maior que a esperada do índice de inflação IPC-Fipe, que endossa apostas em redução adicional da Selic.

Já dentre as maiores perdas o domínio foi do setor siderúrgico. Sob o receio de menores vendas aos EUA com a sobretaxa de Trump, as ações de CSN (CSNA3) e Usiminas (USIM5) caíram 5,05% (a R$ 9,21) e 3,90% (a R$ 11,34), respectivamente. Nem os papéis da Gerdau (GGBR4), que têm fábricas naquele país e, portanto, se beneficiam da medida, escaparam do pessimismo no setor: recuaram 1,46% a R$ 16.90. Já a mineradora Vale (VALE3) retraiu 1,57% a R$ 43,75.

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Última atualização por Conrado Mazzoni - 02/03/2018 - 18:51

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