Petróleo avança com ataque à Saudi Aramco e riscos em Ormuz
O petróleo avançou nesta quarta-feira (14), pressionado com as tensões persistentes no Oriente Médio e os temores de interrupção do fornecimento da commodity.
O contrato mais líquido do petróleo Brent, referência para o mercado internacional, para dezembro fechou com alta de 0,35%, a US$ 106,06 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres.
Já na New York Mercantile Exchange (Nymex), nos EUA, o contrato do petróleo West Texas Intermediate (WTI) para novembro subiu 1,01%, a US$ 95,09 o barril.
O que influenciou o petróleo?
Um navio de carga afundou após atingir uma mina naval no Estreito de Ormuz, informou a força naval do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã. Segundo a corporação, é a primeira vez que Teerã relata o afundamento de uma embarcação após atingir uma mina desde o início da guerra no Oriente Médio, há sete meses e meio.
Além disso, as tensões regionais aumentaram após o Ministério da Energia da Arábia Saudita informar que um prédio administrativo da Saudi Aramco em Dhahran, onde fica a sede da empresa, foi alvo de ataques na noite de terça-feira, causando um incêndio limitado.
Para a BOK Financial, os traders continuarão focados nos fluxos de petróleo provenientes do Oriente Médio, juntamente com os suprimentos de diesel que supostamente estão se movendo da Rússia. “Os futuros de curto prazo parecem estar precificando uma maior probabilidade de um grande conflito militar retornando ao Irã”, alerta a casa.
Em meio à alta dos preços da energia e às pressões sobre a oferta provocadas pela guerra, a Comissão Europeia propôs adiar por um ano a aplicação de determinadas exigências do regulamento da União Europeia (UE) sobre emissões de metano para importadores de combustíveis fósseis.
Em paralelo, a demanda global por petróleo deve cair mais do que o previsto em 2026, pressionada pela guerra com o Irã, por combustíveis mais caros e pela deterioração das perspectivas econômicas, segundo a Agência Internacional de Energia (AIE).
Em relatório mensal divulgado nesta quarta-feira, a entidade passou a estimar retração média de 2,6 milhões de barris por dia (bpd) no consumo global, ante a projeção anterior de queda de 2,5 milhões de bpd.
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*Com informações da Dow Jones Newswires