Petróleo sobe 3% e fecha acima de US$ 112; Brent avança pela 5ª semana consecutiva
Os preços do petróleo fecharam em alta de mais de 3% nesta sexta-feira (20), na quinta semana consecutiva de ganhos da commodity.
O Brent para maio subiu 3,26%, a US$ 112,19 o barril, negociado na Intercontinental Exchange de Londres (ICE). Já o WTI para o mesmo mês avançou 1,91%, a US$ 94,74 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex).
Na semana, o Brent acumulou alta de 8,77%, enquanto o WTI recuou 4,02%.
Mais cedo, o site Axios informou que o governo dos Estados Unidos, de Donald Trump, está considerando planos para ocupar ou bloquear a ilha iraniana de Kharg para pressionar o Irã a reabrir o Estreito de Ormuz, citando quatro fontes com conhecimento do assunto.
Segundo a Reuters, os militares norte-americanos estão enviando um grande navio de assalto anfíbio com milhares de fuzileiros navais e marinheiros adicionais para o Oriente Médio.
O secretário de Energia dos EUA, Chris Wright, disse hoje que a remoção das sanções de petróleo iraniano permitiria o abastecimento da Ásia em três ou quatro dias.
Já na quinta-feira (19), o secretário do Tesouro norte-americano, Scott Bessent, havia sinalizado que os EUA poderiam em breve remover as sanções ao petróleo iraniano retido em navios-tanque no mar, em uma medida para tentar conter a alta dos preços do petróleo com o fechamento do Estreito de Ormuz.
Na avaliação da Capital Economics, o mercado enxerga riscos elevados para os preços do petróleo. Atualmente, a posição dos investidores no mercado de opções é consistente com uma probabilidade de 20% de a commodity ultrapassar os US$ 100 daqui a três meses, aponta.
Já a Macquarie Research não considera que o governo dos EUA esteja em pânico diante das cotações elevadas do petróleo.
Nas estimativas do JP Morgan, se o Brent tiver uma média de US$ 100 em março, o efeito do preço por si só reduziria a demanda global em cerca de 1 milhão de barris por dia em abril.
*Com informações de Reuters e Estadão Conteúdo