Guerra

Petróleo dispara a US$ 100 com restrição de fluxo no Oriente Médio no radar

23 jul 2026, 16:21 - atualizado em 23 jul 2026, 16:30
petróleo, commodity, Ormuz, WTI, Brent
(Foto: REUTERS/Pavel Mikheyev)

Os preços do petróleo dispararam e voltaram ao nível de US$ 100 o barril em meio à restrição do fluxo da commodity pelo Estreito de Ormuz e incertezas sobre o tráfego no Estreito de Bab-el-Mandeb, controlado pelos houthis do Iêmen.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O contrato mais líquido do petróleo Brent, referência para o mercado internacional, para setembro fechou com ganho de 7,04%, a US$ 100,69 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres.



Já na New York Mercantile Exchange (Nymex), nos EUA, o contrato do petróleo West Texas Intermediate (WTI) para agosto teve avanço de 6,17%, a US$ 92,19 o barril.

O que mexeu com o petróleo hoje?

A commodity avançou devido a temores de que as interrupções no abastecimento de energia possam se agravar no Oriente Médio, em meio a novos ataques entre os Estados Unidos e o Irã e à ameaça de bloqueio naval à Arábia Saudita por parte dos houthis do Iêmen – aliados a Teerã.

Pela manhã, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, prometeu uma “forte retaliação militar” contra o Irã e seus aliados do Iêmen.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A declaração foi feita após os ataques dos houthis contra dois petroleiros sauditas como parte de um bloqueio naval à Arábia Saudita. O grupo controla a costa do Mar Vermelho no Iêmen.

Além disso, a Guarda Revolucionária do Irã informou que um de três petroleiros pegou fogo após uma explosão enquanto tentava atravessar o que descreveu como uma rota minada ao sul do Estreito de Ormuz, e que os outros dois petroleiros retornaram.

A força militar iraniana ainda afirmou que o Estreito de Ormuz estava sob seu controle e “completamente fechado”, enquanto os EUA seguem atuando na região, alertando que nenhum petroleiro teria permissão para entrar ou sair sem coordenação com o Irã.

A equipe de commodities do Goldman Sachs destaca que a curva futura do Brent está modestamente acima das projeções do banco, de US$ 80 o barril no quarto trimestre deste ano (4T26). As estimativas incorporam uma potencial desescalada do conflito no Oriente Médio entre setembro e dezembro deste ano.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Por outro lado, os analistas do banco afirmam que os riscos para os preços do barril estão inclinados para cima, especialmente no curto prazo. Diante disso, eles estimam que o Brent possa superar US$ 120 por barril no 4T26 e registrar uma média de US$ 100 em 2027, caso as interrupções em Ormuz persistam ao longo do próximo ano.

*Com informações de Estadão Conteúdo e Reuters

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Compartilhar

WhatsAppTwitterLinkedinFacebookTelegram
Repórter
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter de Mercados no Money Times e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise política da XP Investimentos.
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter de Mercados no Money Times e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise política da XP Investimentos.

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies.

Fechar