Petróleo sobe e recupera patamar de US$ 100 o barril com incertezas sobre as negociações entre EUA e Irã
Os preços do petróleo encerraram o pregão desta terça-feira (24) em alta, em leve recuperação da forte perda da sessão anterior, em meio a declarações conflitantes entre Estados Unidos e Irã sobre uma trégua nos ataques nos próximos cinco dias.
Os contratos mais líquidos do petróleo Brent, referência para o mercado internacional, para junho fecharam com alta de 4,49%, a US$ 100,23 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres.
Já os contratos do petróleo West Texas Intermediate (WTI) para maio registraram avanço de 4,79%, a US$ 92,35 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), nos EUA.
O que mexeu com petróleo hoje?
No 25º dia de conflito no Oriente Médio, os preços do petróleo voltaram ao nível de US$ 100 o barril, com declarações contraditórias sobre negociações de um eventual cessar-fogo no Irã.
Ontem (23), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que Washington já havia tido “conversas muito, muito fortes” com Teerã mais de três semanas após o início da guerra.
O Irã, porém, negou a afirmação. Nesta terça-feira, o presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Baqer Qalibaf, afirmou que nenhuma negociação para o fim da guerra no Oriente Médio ocorreu com os Estados Unidos e afirmou que a informação passada por Trump era fake news para acalmar o mercado financeiro.
Já no final desta tarde, o presidente Trump disse a repórteres que os Estados Unidos estão conversando com “as pessoas certas” no Irã para chegar a um acordo para acabar com as hostilidades, acrescentando que os iranianos querem muito chegar a um acordo.
Os investidores também continuaram preocupados com o fluxo de petróleo no Estreito de Ormuz, onde o Irã começou a cobrar taxas de trânsito de até US$ 2 milhões para algumas embarcações comerciais, informou a Bloomberg.
O país persa continuou a afirmar que o bloqueio vale apenas para embarcações ligadas a aliados dos Estados Unidos. Dois navios-tanque de gás com bandeira da Índia atravessaram a região sem incidentes e devem chegar à costa indiana ainda nesta semana.
Com a oferta de petróleo mais apertada, o CEO da Shell, Wael Sawan, disse que a escassez de combustíveis no mundo deve se agravar em abril. Países do sul da Ásia já apresentam problemas com a crise energética e, segundo Sawan, o norte asiático e a Europa são os próximos.
*Com informações de Estadão Conteúdo