Mercados

Petróleo sobe mais de 1% pela 3ª sessão consecutiva com pessimismo sobre negociações de paz no Oriente Médio

03 jun 2026, 16:18 - atualizado em 03 jun 2026, 16:37
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(Imagem: REUTERS/Stringer/Archivo)

Os preços do petróleo subiram mais de 1% pela terceira sessão consecutiva com o mercado elevando as apostas de que Estados Unidos e Irã não atinjam um consenso para o fim do conflito no Oriente Médio.

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Os contratos mais líquidos do petróleo Brent, referência para o mercado internacional, para agosto terminaram o dia com avanço de 1,89%, a US$ 97,81 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres.



na New York Mercantile Exchange (Nymex), nos EUA, os contratos do petróleo West Texas Intermediate (WTI) para julho fecharam com alta de 2,40%, a US$ 96,02 o barril.

O que impulsionou o petróleo?

O petróleo estendeu os ganhos por mais uma sessão com o aumento da tensão geopolítica, e os investidores reduzindo as apostas de um acordo de paz entre Estados Unidos e Irã e de reabertura do Estreito de Ormuz no curto prazo.

A percepção de que o conflito no Oriente Médio deve continuar foi sustentada por novas declarações do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu.

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Em entrevista à CNBC, Netanyahu afirmou que embora ele e Trump possam ter “divergências táticas” sobre como lidar com a guerra, eles “concordam em muitas coisas”. Segundo ele, Trump já afirmou que “haverá um retorno em grande escalada à ação militar se necessário” e que o Irã “sabe disso”.

“E o Irã certamente sabe o que [Trump] disse, que se necessário, haverá um retorno em grande escala à ação militar”, disse Netanyahu. “É uma decisão do presidente, Israel está pronto e as forças americanas estão prontas.”

Mais cedo, o presidente norte-americano admitiu ter chamado o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, de “louco” em uma ligação telefônica repleta de palavrões sobre os conflitos no Líbano.

Além disso, os EUA bombardearam um alvo militar no Estreito de Ormuz em resposta ao Irã, que lançou mísseis contra o Kuwait e o Bahrein. Teerã condenou as ações e afirmou que está realizando ataques de autodefesa.

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Repórter
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter de Mercados no Money Times e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise política da XP Investimentos.
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter de Mercados no Money Times e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise política da XP Investimentos.
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