Petróleo avança com tensões no Oriente Médio; Brent dispara 14% no mês
O petróleo fechou em alta nesta quarta-feira (30), diante da continuidade das tensões elevadas no Oriente Médio com relatos recorrentes de ataques no Estreito de Ormuz, apesar do aumento das exportações na região.
O contrato mais líquido do petróleo Brent, referência para o mercado internacional, para novembro fechou com alta de 0,92%, cotado a US$ 103,53 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres.
Já na New York Mercantile Exchange (Nymex), nos EUA, o contrato do petróleo West Texas Intermediate (WTI) para novembro fechou com ganho de 1,16%, a US$ 90,42 o barril.
No mês, o WTI avançou quase 6%, enquanto o Brent saltou mais de 14%.
O que influenciou o petróleo?
O petróleo voltou a subir diante da confirmação pelo Irã de que os Estados Unidos rejeitaram a proposta de cessar-fogo iraniana. Um ponto de impasse nas negociações é o controle sobre o Estreito de Ormuz, algo considerado uma demanda de Teerã.
Além disso, o presidente dos EUA, Donald Trump, negou as reportagens da Axios e da CNN que citavam autoridades norte-americanas dizendo que ele estaria disposto a aliviar as sanções contra o Irã e liberar fundos iranianos congelados em troca de medidas “concretas” de Teerã em relação ao seu programa nuclear.
No Oriente Médio, o Centro de Operações de Comércio Marítimo do Reino Unido (UKMTO, na sigla em inglês) informou que um navio-tanque foi atingido nesta quarta-feira por um projétil de origem desconhecida no Estreito de Ormuz e que o caso está sob investigação.
Já no Irã, uma explosão em um prédio residencial na cidade de Mashhad destruiu o edifício e deixou duas pessoas feridas, segundo a emissora estatal IRIB, que não detalhou a causa.
O Goldman Sachs, em relatório enviado hoje, estima que as exportações de petróleo do Golfo se recuperaram para 23,3 milhões de barris por dia na última semana, em linha com a média de 2025, após terem dobrado em setembro.
*Com informações de Estadão Conteúdo