Petróleo cai mais de 2% com dólar forte; tensão entre EUA e Irã fica no radar
Os preços do petróleo encerraram o último pregão da primeira semana de junho em forte queda com a valorização do dólar ante moedas fortes após novos dados de emprego nos Estados Unidos. O impasse nas negociações de paz no Oriente Médio ficou no radar.
O contrato mais líquido do petróleo Brent, referência para o mercado internacional, para agosto terminou o dia com queda de 2,04%, a US$ 93,09 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres. Na semana, o saldo foi positivo em 2,16%.
Já na New York Mercantile Exchange (Nymex), nos EUA, o contrato do petróleo West Texas Intermediate (WTI) para julho fechou com baixa de 2,69%, a US$ 90,54 o barril. Na semana, WTI registrou valorização de 3,64%.
O que derrubou o petróleo?
Os preços do petróleo já começaram a sessão em leve queda com os investidores avaliando se a extensão do cessar-fogo entre Israel e Líbano poderia resultar em um acordo de paz definitivo entre EUA e Irã.
No fim da manhã, as perdas se intensificaram após o principal relatório de empregos norte-americano, o payroll, apontar a criação de empregos em maio acima do esperado pelo mercado, reforçando a leitura de juros elevados por mais tempo nos EUA e a possibilidade de novas altas nas taxas pelo Federal Reserve (Fed; Banco Central norte-americano).
Em linhas gerais, um dólar mais forte reduz a atratividade de commodities para detentores de outras moedas.
Além disso, em entrevista à CNN, Mohsen Rezaei, conselheiro militar do Líder Supremo do Irã, afirmou que “as negociações estão num impasse e [o presidente dos EUA, Donald] Trump precisa romper esse impasse”.
Segundo ele, sem acordo, o país persa pode expandir a guerra para o Oceano Índico e atacar outras bases militares dos EUA.
Também nesta sexta-feira, os EUA impuseram novas sanções relacionadas ao Irã, concentradas em entidades, indivíduos e navios-tanque de gás GLP, segundo o Departamento do Tesouro norte-americano.
Entre as 12 entidades designadas, estão cinco sediadas nas Ilhas Marshall, quatro nos Emirados Árabes Unidos e uma na China, de acordo com detalhes publicados no site do departamento. Seis embarcações foram visadas, incluindo quatro navios-tanque com bandeira do Panamá.