Petróleo recua 5% na semana com otimismo de acordo para reabrir Ormuz
Os preços do petróleo avançaram nesta sexta-feira (7) após uma sessão volátil. Na semana, porém, a commodity teve perdas de mais de 5% com os investidores otimistas de que um acordo para a reabertura do Estreito de Ormuz seja anunciado em breve.
O contrato mais líquido do petróleo Brent, referência para o mercado internacional, para outubro subiu 1,29%, a US$ 83,55 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres.
Já na New York Mercantile Exchange (Nymex), nos EUA, o contrato do petróleo West Texas Intermediate (WTI) para setembro fechou com ganho de 1,15%, a US$ 78,18 o barril.
Na semana, o WTI acumulou queda de 7,6%, enquanto o Brent caiu 4,98%.
O que pressionou o petróleo hoje?
As negociações entre Estados Unidos e Irã perderam ritmo na reta final da semana, em meio a relatos de confrontos na fronteira do Iêmen e à intensificação das ações dos houthis contra a Arábia Saudita no Mar Vermelho.
O cenário deu suporte à alta do petróleo, enquanto investidores aguardam um desfecho para as tratativas que buscam reabrir e organizar o tráfego pelo Estreito de Ormuz. No início da semana, o presidente americano Donald Trump afirmou que um acordo para retomar a navegação na via poderia sair “nos próximos dias”, o que, até agora, não se concretizou.
O tráfego de navios pelo Estreito de Ormuz caiu 33% nesta sexta-feira em relação ao dia anterior, com a maioria das embarcações usando a rota iraniana, segundo dados da Kpler. Já a atividade no estreito de Bab el-Mandeb aumentou 18%, para 26 travessias confirmadas.
A analista de energia da Baringa, Ellen Fraser, avalia que o quadro no Oriente Médio se tornou mais frágil porque o principal amortecedor do mercado de energia tem sido, em grande medida, o nível de estoques globais. “Mas esse colchão está se deteriorando, e os estoques estão no menor nível em uma década”, disse.
Em paralelo, a agência de notícias Bloomberg informou que as importações de petróleo da China se recuperaram no mês passado de uma baixa de quase uma década, após o aumento dos fluxos pelo Estreito de Ormuz e as refinarias aumentarem as compras de países fora do Oriente Médio, incluindo a Rússia.
*Com informações de Estadão Conteúdo