Giro do Mercado

Petróleo pode cair abaixo do pré-guerra? Especialista avalia cenário para petrolíferas

24 jun 2026, 13:53 - atualizado em 24 jun 2026, 14:06
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(Imagem: REUTERS/Dado Ruvic/Ilustração)

O preço do petróleo deve continuar sendo o principal fator a influenciar o valor das empresas do setor, segundo Hugo Otani, sócio da Perspective. Em um cenário de cotações mais baixas, a expectativa é de maior volatilidade e queda nas ações. A análise ocorre no momento em que o petróleo recua e se aproxima dos US$ 70 nesta quarta-feira (24).

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Em entrevista ao Giro do Mercado, o especialista destacou que os movimentos do mercado estão diretamente ligados ao avanço das negociações de paz entre Estados Unidos e Irã. Segundo ele, o mercado já retorna rapidamente a um patamar de preços próximo ao observado antes do conflito, o que pode ter impacto nas decisões de política monetária ao redor do mundo.

“Estamos voltando para um patamar de petróleo próximo ao anterior ao conflito, em pouco tempo, o que traz desdobramentos nas decisões de política monetária de forma global”, afirmou.

Veja a análise completa no Giro do Mercado:

https://www.youtube.com/watch?v=QxK3Zl9X6lg

Otani acrescenta que a queda do Ibovespa nesta quarta-feira também reflete esse ambiente, com destaque para o desempenho negativo das ações da Petrobras (PETR4) no início do pregão.

Durante a entrevista, o especialista também abordou as perspectivas para as petroleiras diante de uma possível resolução do conflito e da reabertura do Estreito de Ormuz.

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Segundo ele, a menor demanda da China — que acumulou estoques antes da guerra — ajudou a conter uma alta mais acentuada dos preços, evitando o cenário mais extremo projetado por alguns analistas, que cogitavam o barril a US$ 200.

“Agora, com a oferta voltando, a queda pode ser mais intensa justamente pela redução dessa demanda de uma das principais importadoras de petróleo do mundo. Podemos chegar a um cenário abaixo dos valores pré-guerra”, disse.

Apesar disso, Otani faz um alerta: “Ainda não temos a conclusão definitiva da guerra, então precisamos seguir acompanhando”.

*Com supervisão de Juliana Américo

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Repórter estagiária no Money Times e jornalista em formação pela Universidade de São Paulo, com passagem pela Sapienza Università di Roma. Antes, trabalhou no UOL, no Terra e no Laboratório Agência de Comunicação da ECA-USP.
Repórter estagiária no Money Times e jornalista em formação pela Universidade de São Paulo, com passagem pela Sapienza Università di Roma. Antes, trabalhou no UOL, no Terra e no Laboratório Agência de Comunicação da ECA-USP.
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