Mercados

Petróleo caí cerca de 2%, mas caminha para alta semanal com escalada no Oriente Médio

24 jul 2026, 4:59
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As nuvens do pôr do sol brilham sobre as bombas de extração no campo petrolífero de Airankol, operado pela Caspiy Neft na região de Atyrau, no Cazaquistão 21 de abril de 2026 (REUTERS/Pavel Mikheyev)

Os preços futuros do petróleo recuam nesta sexta-feira (24), mas ainda caminham para fortes ganhos na semana devido às preocupações com a interrupção dos fluxos de energia no Mar Vermelho e aos temores de uma nova escalada na guerra entre os Estados Unidos, Israel e o Irã.

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Os contratos futuros do Brent caíam US$ 1,82 ou 1,81%, para US$ 98,87 por barril às 4h57 (horário de Brasília), depois de terem encerrado a sessão anterior com alta de 7%, acima de US$ 100 pela primeira vez desde maio, após os houthis alinhados ao Irã afirmarem ter atingido dois petroleiros sauditas no Mar Vermelho.

Mesmo assim, o contrato permaneceu no caminho para uma valorização de 13% nesta semana.

Os contratos futuros do West Texas Intermediate (WTI) recuavam US$ 1,60, ou 1,74%, para US$ 90,59 por barril, mantendo-se a caminho de uma alta semanal de 10%.



“Os potenciais problemas de oferta que o mercado enfrenta agora são maiores do que em qualquer outro momento durante a guerra”, afirmaram analistas do ING em uma nota divulgada hoje. “Não apenas os fluxos de petróleo pelo Estreito de Ormuz praticamente secaram, como também há riscos evidentes para os fluxos de petróleo da Arábia Saudita através do Mar Vermelho.”

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“Uma nova escalada no Golfo e os temores de um alargamento do conflito estão colocando em risco uma parcela significativa da oferta de petróleo.”

O número de petroleiros que atravessaram o Estreito de Ormuz caiu para apenas um nesta quinta-feira (23), o menor nível desde 7 de maio, de acordo com dados de rastreamento de navios da Kpler, empresa de análise de dados.

A rota marítima de Bab el-Mandeb controla o acesso do Mar Vermelho ao Oceano Índico e é o segundo corredor mais importante para o transporte de petróleo, atrás apenas do Estreito de Ormuz.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, prometeu “responsabilizar o Irã” por quaisquer novos ataques.

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Os houthis alinhados ao Irã haviam declarado no início da semana que estavam impondo um bloqueio naval à Arábia Saudita, que vinha desviando seu petróleo por meio de oleodutos para contornar o fechamento do Estreito de Ormuz pelo Irã.

O Irã vinha pressionando os houthis a fechar a passagem de Bab el-Mandeb para o Mar Vermelho caso os Estados Unidos continuassem atacando a infraestrutura energética iraniana, após uma trégua provisória entre os dois países ter entrado em colapso há duas semanas.

Também ontem, o Ministério da Energia do Cazaquistão informou que empresas petrolíferas reduziram temporariamente a produção depois que supostos ataques de drones ucranianos forçaram o fechamento do principal terminal de exportação do país no Mar Negro.

O Consórcio do Oleoduto do Cáspio (Caspian Pipeline Consortium) deixou de receber petróleo do Cazaquistão após suspender os carregamentos devido a ataques contra petroleiros no terminal, informaram fontes da indústria na terça-feira (21). A rota é responsável por cerca de 2% do fornecimento diário mundial de petróleo bruto.

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O Ministério da Energia do Cazaquistão não especificou a dimensão das reduções na produção, mas uma fonte afirmou que o maior campo petrolífero do país reduziu sua produção em mais da metade.

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A Reuters é uma das mais importantes e respeitadas agências de notícias do mundo. Fundada em 1851, no Reino Unido, por Paul Reuter. Com o tempo, expandiu sua cobertura para notícias gerais, políticas, econômicas e internacionais.
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