Petróleo cai mais de 1% com negociações entre EUA e Irã reduzindo preocupações com oferta
Os preços do petróleo caíam mais de 1% nesta segunda-feira (9), à medida que os temores de um conflito no Oriente Médio diminuíram após os Estados Unidos e o Irã se comprometerem a continuar negociações indiretas sobre o programa nuclear de Teerã, aliviando preocupações com possíveis interrupções no fornecimento.
Os contratos futuros do petróleo Brent recuavam 84 centavos, ou 1,2%, para US$ 67,21 o barril às 7h47 GMT desta segunda-feira, enquanto o petróleo bruto West Texas Intermediate (WTI), dos EUA, caíam 82 centavos, ou 1,3%, para US$ 62,73.
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“Com mais negociações no horizonte, o medo imediato de interrupções no fornecimento no Oriente Médio diminuiu bastante”, disse Tony Sycamore, analista de mercado da IG.
O Irã e os Estados Unidos se comprometeram a dar continuidade às negociações após o que ambos os lados descreveram como discussões positivas realizadas na sexta-feira (6) em Omã. Isso reduziu a preocupação de fracasso em alcançar um acordo que pudesse aproximar o Oriente Médio de uma guerra, já que os EUA posicionaram mais forças militares na região.
Cerca de um quinto do consumo mundial de petróleo passa pelo Estreito de Ormuz, entre Omã e o Irã.
Ambos os principais indicadores do petróleo caíram mais de 2% na semana passada com o alívio das tensões, marcando sua primeira queda em sete semanas.
No entanto, o ministro das Relações Exteriores do Irã afirmou que o país atacará bases dos EUA no Oriente Médio caso seja atacado por forças norte-americanas, demonstrando que a ameaça de conflito continua latente.
“A volatilidade permanece elevada à medida que retóricas conflitantes persistem. Quaisquer manchetes negativas podem rapidamente reacender os prêmios de risco nos preços do petróleo nesta semana”, afirmou Priyanka Sachdeva, analista sênior de mercado da Phillip Nova.
Os investidores também enfrentam os esforços do Ocidente para conter a renda da Rússia proveniente das exportações de petróleo que financiam sua guerra na Ucrânia. A Comissão Europeia propôs, na sexta-feira, uma ampla proibição de quaisquer serviços que deem suporte às exportações marítimas de petróleo bruto da Rússia.
Refinarias na Índia, anteriormente a maior compradora de petróleo bruto russo transportado por via marítima, estão evitando compras para entrega em abril e devem continuar afastadas desse tipo de operação por mais tempo, segundo fontes do setor de refino e comércio, o que pode ajudar Nova Délhi a fechar um acordo comercial com Washington.
“Os mercados de petróleo continuarão sensíveis à abrangência dessa mudança para longe do petróleo russo, à persistência da redução das compras da Índia além de abril e à rapidez com que fluxos alternativos podem ser colocados em operação”, disse Sachdeva.