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Petróleo dispara 9% com guerra no Oriente Médio e risco de choque de oferta

06 mar 2026, 12:29 - atualizado em 06 mar 2026, 12:32
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(Foto: AlterYourReality / iStock)

Os preços do petróleo avançam com força nesta sexta-feira (6), em meio à escalada do conflito no Oriente Médio e ao aumento das preocupações com possíveis interrupções no fornecimento global de energia.

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Os contratos futuros da commodity aceleraram os ganhos ao longo da manhã. O barril do WTI subia mais de 9% e ultrapassava o nível de US$ 88, atingindo o maior patamar em quase dois anos. Já o Brent avançava 6% com intensidade, a US$ 90 por barril.

O movimento reflete a reação dos investidores à intensificação das tensões na região após novos ataques militares envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, o que elevou o risco geopolítico em uma das áreas mais estratégicas para a produção e o transporte global de petróleo.

Durante a madrugada, Israel lançou ataques aéreos contra Teerã, no Irã, e Beirute, no Líbano, atingindo alvos ligados ao Hezbollah. O governo israelense classificou a ofensiva como o início de uma “onda de ataques em larga escala”.

O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Peter Hegseth, afirmou que os bombardeios contra o Irã devem “aumentar dramaticamente”.

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Já o presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, afirmou que existem “esforços de mediação” para conter o conflito, embora não tenha dado detalhes.

Além da guerra em si, o mercado monitora possíveis riscos logísticos para o transporte de energia. Fontes diplomáticas afirmam que a China negocia com o Irã a liberação da passagem segura de navios de petróleo e gás natural liquefeito (GNL) do Catar pelo Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais importantes para o comércio global de petróleo.

O avanço da commodity também contribui para elevar a cautela nos mercados financeiros globais, já que preços mais altos de energia podem pressionar a inflação e afetar o crescimento econômico mundial. O Ibovespa recuava 0,7%, influenciado também por dados da economia norte-americana divulgados mais cedo.

*Com Estadão Conteúdo 

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Editor
Jornalista formado pela Universidade Federal do Paraná (UFPR), com MBA em finanças. Colaborou com revista Veja, Estadão, entre outros.
Jornalista formado pela Universidade Federal do Paraná (UFPR), com MBA em finanças. Colaborou com revista Veja, Estadão, entre outros.
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