Petróleo

Petróleo dispara mais 8% com conflito EUA e Irã; qual ação é a maior beneficiada pelo conflito?

02 mar 2026, 13:11 - atualizado em 02 mar 2026, 13:14
Brava - Petróleo petroleiras
(Imagem: Prio)

Os preços do petróleo chegaram a avançar mais de 8% na manhã desta segunda-feira (2) após os ataques coordenados entre Estados Unidos e Israel terem atingindo o Irã no último final de semana.

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O país persa respondeu com ataques retaliatórios que resultaram no fechamento do Estreito de Ormuz, responsável por 20% da rota marítima comercial de petróleo e gás natural.

Às 12h30 (horário de Brasília), o preço do Brent subia 7,64%, a US$ 78,44 por barril, na Intercontinental Exchange (ICE) em Londres.

De forma geral, os analistas avaliam que a alta do Brent melhora o cenário para as petroleiras, mas recomendam cautela diante da incerteza geopolítica.

O BTG Pactual tem preferência por Prio (PRIO3). A XP Investimentos também destaca Prio e Petrobras (PETR4) como as favoritas. Já o Bradesco BBI aponta que Petrobras, Prio e PetroReconcavo (RECV3) tendem a capturar melhor novas altas do petróleo.

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Prio segue no pódio

O BTG Pactual estima que o Brent seja negociado na faixa de US$ 75 e US$ 80 diante do conflito no Oriente Médio, visto que um prêmio geopolítico relevante já foi incorporado aos preços, com o barril Brent podendo ultrapassar US$ 80 o barril, em caso de nova escalada.

De acordo com eles, a despeito das discussões recentes envolvendo fretes e descontos ao Brent, a Prio (PRIO3) é a exposição preferida aos preços do petróleo, uma vez que a companhia é mais exposta à commodity.

O BTG espera ainda resultados robustos da Prio no quarto trimestre de 2025. Além disso, o primeiro óleo do campo de Wahoo e os preços mais altos do Brent criam um setup ainda mais favorável para a ação, segundo o banco.

O impacto para a Petrobras, porém, é menor, visto que a companhia dificilmente ajustará de maneira imediata os preços domésticos de combustíveis, criando defasagem na rentabilidade.

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A Brava Energia (BRAV3) deve se beneficiar do petróleo mais alto, o que pode acelerar a desalavancagem. O banco pondera que a companhia possui hedges que podem impedir captura total do upside.

PetroReconcavo (RECV3) também se beneficia, mas em menor magnitude, já que cerca de 50% de sua produção é de gás natural.

Ao desconsiderar hedges, o banco estima que o Brent a US$ 80 o barril poderia levar o yield de FCFE de 2026 da PRIO para 27%, o da Brava para 23%, o da RECV para 21% e o da Petrobras (PETR4) para 13%.

Brava pode ser a maior beneficiada pela alta do Brent

A XP Investimentos destaca que o efeito imediado da interrupção do fluxo marítimo no Estreito de Ormuz é de um aumento moderado nos preços do petróleo. “No entanto, riscos adicionais podem levar a um aumento ainda maior de preços”, pondera o analista Regis Cardoso.

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Nas estimativas da XP, a cada aumento de US$ 10 por barril Brent, os FCFE yields devem aumentar cerca de 10 pontos porcentuais para Brava, 6 pontos porcentuais para PetroRecôncavo, 5 pp para Prio e Petrobras.

O analista aponta a preferência da corretora pelas ações da Prio e da Petrobras. “Essas são as duas empresas menos alavancadas em relação aos preços mais altos do petróleo, mas acreditamos que elas continuam a oferecer o melhor equilíbrio entre risco e retorno”, afirma Cardoso.

Petrobras, Prio e PetroReconcavo tendem a capturar melhor altas adicionais do petróleo

O Bradesco BBI, em relatório, destaca que, caso o Estreito de Ormuz permaneça particialmente comprometido e o prêmio geopolítico se sustente, há espaço para que os preços de petróleo avancem no curto prazo — movimento que deve ser acompanhado de perto pelos EUA devido ao impacto na inflação.

Segundo os analistas Vicente Falanga e Ricardo França, o impacto dependerá da relação entre a alta do Brent e o aumento dos custos de frete e seguro.

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“Companhias mais expostas ao preço à vista e com menor proteção via hedge — como Petrobras, Prio e PetroReconcavo — tendem a capturar melhor eventuais altas adicionais do petróleo. Já empresas com maior cobertura de hedge, como Brava Energia, devem sentir um efeito mais moderado no curto prazo”, explicam.

Para Falanga e França, ampliar a exposição ao setor com base em um evento cuja duração ainda é incerta representa um movimento taticamente arriscado.

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Jornalista formada pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). É repórter de mercados do Money Times. Antes disso, atuou na cobertura de macroeconomia na Broadcast/Agência Estado.
Jornalista formada pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). É repórter de mercados do Money Times. Antes disso, atuou na cobertura de macroeconomia na Broadcast/Agência Estado.
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