Petróleo dispara mais de 40% desde o início da guerra no Irã, e analista indica ETF para se expor às commodities
A escalada das tensões geopolíticas no Oriente Médio voltou a colocar o petróleo no centro das atenções dos investidores. Os preços da commodity já subiram mais de 40% desde o início da guerra envolvendo o Irã e voltaram a superar a marca de US$ 100 por barril, atingindo o maior nível desde meados de 2022.
A principal preocupação do mercado é a continuidade do fechamento do Estreito de Ormuz, por onde 20% do petróleo do mundo é escoado em tempos de normalidade geopolítica. A interrupção do fluxo na região já é considerada a maior disrupção do fornecimento de energia desde os choques do petróleo da década de 1970.
“Caso o bloqueio de Ormuz se prolongue, os preços da commodity podem voltar a testar níveis próximos aos picos históricos”, avalia o analista da Empiricus Matheus Spiess. Na máxima nominal histórica, o barril do Brent foi cotado a US$ 147,50 – em julho de 2008, auge de uma crise financeira.
Diante desse cenário de incerteza geopolítica e potencial pressão inflacionária, com a escalada dos preços de energia, a exposição a commodities ganha força como estratégia de proteção de portfólio.
Uma das estratégias para capturar esse movimento recente, segundo Spiess, é por meio do CMDB11, ETF de commodities do BTG Pactual listado na B3. O fundo de índice reúne empresas brasileiras ligadas a setores como petróleo, mineração e agronegócio, oferecendo exposição diversificada ao ciclo de commodities.
Cerca de 40% da carteira do CMDB11 está concentrada em companhias de óleo e gás. “Na prática, o investidor passa a acessar, em um único ativo listado em bolsa, uma carteira diversificada de empresas exportadoras e geradoras de caixa”, afirma o analista.
O fundo possui taxa de gestão de 0,50% ao ano, não tem incidência de come-cotas nem IOF e conta com liquidez diária na bolsa. “Trata-se de uma forma prática de capturar o potencial de valorização do ciclo de commodities no Brasil”, afirma Spiess.