Money Picks

Petróleo em disparada, ação com potencial de 50% e dividendos: Veja os destaques da semana no Money Picks

09 mar 2026, 8:00 - atualizado em 06 mar 2026, 19:21
Veja destaques da semana no Money Picks (Imagem: REUTERS/Amanda Perobelli)

https://www.youtube.com/watch?v=9F54Jn2sOVE

A primeira semana de março foi marcada por muita volatilidade. Além do anúncio de novas tarifas estabelecidas por Donald Trump, o conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã escalou a novos patamares, com notícias recorrentes de ataques e disparadas do preço do petróleo.

Neste cenário, as bolsas globais passaram por um período de intabilidadee para te ajudar, esta edição do Money Picks traz as melhores recomendações de investimentos para apostar em meio a esse período de incertezas.

 1 – Petrobras (PETR4) ou Prio (PRIO3)?

O agravamento das tensões entre Estados Unidos, Israel e Irã colocou o Estreito de Ormuz no centro das atenções do mercado.

Por essa rota passam cerca de 20% de todo o petróleo consumido no mundo, e as restrições à navegação impostas pelo Irã praticamente congelaram o tráfego de navios na região. Como consequência, o preço do petróleo disparou mais de 23% em menos de 48 horas, com o Brent superando US$ 80 por barril.

Com isso, as petroleiras voltaram ao radar dos investidores. Segundo analistas do BTG Pactual, a PRIO aparece como uma das empresas mais beneficiadas por uma eventual continuidade da alta do petróleo, já que tem forte exposição ao preço do Brent. Além disso, o início da operação do campo de Wahoo pode impulsionar os resultados da companhia nos próximos trimestres.

A Petrobras também tende a se beneficiar do petróleo mais caro e já aparece entre os destaques do Ibovespa (Ibov), negociando próximo das máximas históricas.

No entanto, analistas apontam que parte relevante da produção da estatal abastece suas próprias refinarias, o que reduz o impacto direto da alta do petróleo nos resultados.

Outras empresas citadas incluem PetroReconcavo (RECV3) e Brava Energia (BRAV3), mas o Bradesco BBI alerta que apostar no setor apenas pelo conflito pode ser arriscado devido à volatilidade.

2 – Moura Dubeux (MDNE3

O Bradesco BBI elevou o preço-alvo das ações da Moura Dubeux para R$ 47, ante R$ 40 anteriormente, indicando um potencial de valorização que pode chegar perto de 50%, dependendo do ponto de entrada.

A revisão veio após uma oferta pública de ações de quase R$ 500 milhões realizada pela companhia.

Segundo os analistas, a operação praticamente dobrou a liquidez do papel, que saiu de cerca de R$ 10 milhões para aproximadamente R$ 40 milhões em negociações diárias.

Os recursos captados devem fortalecer o balanço da empresa, acelerar lançamentos da marca Única — voltada ao programa Minha Casa, Minha Vida — e permitir a distribuição de dividendos maiores.

Atualmente, a empresa já possui cerca de R$ 2 bilhões em projetos e conta com parceria com a Direcional (DIRR3) para desenvolver parte dos empreendimentos.

As projeções indicam crescimento relevante nos próximos anos, com lançamentos que podem chegar a R$ 5 bilhões anuais a partir de 2027, combinando expansão da operação com potencial retorno ao acionista.

3 – Copel (CPLE3)

A Copel também aparece entre as empresas que podem oferecer uma combinação interessante de crescimento e dividendos. Analistas elevaram o preço-alvo da ação para R$ 17, destacando que a companhia possui exposição relevante à tendência de alta dos preços de energia.

Outro possível catalisador é o próximo leilão de capacidade de reserva, que pode abrir espaço para a empresa ampliar receitas e geração de caixa nos próximos anos. Esse movimento pode fortalecer ainda mais a posição da companhia no setor elétrico.

Segundo avaliação do Safra, a ação ainda negocia a múltiplos considerados atrativos, o que sugere uma taxa interna de retorno interessante. Além disso, a projeção é de um dividend yield mínimo de 7,2%, com potencial adicional de crescimento caso novas oportunidades de expansão se concretizem.

3 – Bônus: Cyrela (CYRE3)

Com a chegada de março, o mercado aumenta as apostas de que o Banco Central pode iniciar um ciclo de cortes na Selic nas próximas reuniões do Copom. Mesmo com as tensões geopolíticas no cenário internacional, parte dos investidores ainda precifica a possibilidade de redução dos juros já neste mês.

Nesse contexto, algumas empresas tendem a se beneficiar mais diretamente de juros mais baixos. Entre elas, os analistas da Empiricus destacam a Cyrela, considerada uma das companhias mais positivamente expostas a um eventual ciclo de queda da Selic.

Isso ocorre porque a incorporadora possui forte presença no segmento de média renda, que costuma reagir rapidamente à redução do custo do crédito. Além disso, a empresa apresenta estrutura de capital defensiva, disciplina financeira e múltiplos considerados descontados, negociando atualmente a cerca de 5,6 vezes o lucro esperado para 2026.

O Money Picks tem uma edição dova a cada segunda. Acompanhe as melhores recomendações de compra e venda diretamente no canal do YouTube do Money Times.

*Com supervisão de Juliana Américo

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Repórter estagiária no Money Times e jornalista em formação pela Universidade de São Paulo, com passagem pela Sapienza Università di Roma. Antes, trabalhou no UOL, no Terra e no Laboratório Agência de Comunicação da ECA-USP.
Repórter estagiária no Money Times e jornalista em formação pela Universidade de São Paulo, com passagem pela Sapienza Università di Roma. Antes, trabalhou no UOL, no Terra e no Laboratório Agência de Comunicação da ECA-USP.
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