Petróleo fecha na máxima de sete semanas com preocupações por Irã
Os preços do petróleo subiram e se estabeleceram em máximas de sete semanas nesta segunda-feira (12), devido a preocupações de que as exportações do Irã possam diminuir. O país, que é membro da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), que já é sancionado passa por uma onda interna de manifestações contra o governo.
Limitando os ganhos de preços estavam as expectativas de que os suprimentos poderiam aumentar da Venezuela, outro membro sancionado da
Os contratos futuros do Brent subiram 0,8%, para fechar a US$63,87 por barril. O petróleo norte-americano West Texas Intermediate subiu 0,6%, a US$ 59,50.
Foi o maior valor registrado pelo Brent desde 18 de novembro e pelo WTI desde 5 de dezembro.
O Irã disse que estava mantendo as comunicações abertas com Washington, enquanto o presidente dos Estados Unidos Donald Trump avaliava as respostas a uma repressão mortal aos protestos em todo o país, entre os desafios mais duros ao governo clerical desde a Revolução Islâmica de 1979.
No domingo, Trump disse que os Estados Unidos poderiam se reunir com autoridades iranianas e que ele estava em contato com a oposição do Irã. Ele ameaçou uma possível ação militar devido à violência letal contra os manifestantes.
O Irã tem uma quantidade recorde de petróleo em navios e unidades flutuantes de armazenamento, equivalente a cerca de 50 dias de produção, com a China tendo comprado menos por causa das sanções e Teerã buscando proteger seus suprimentos do risco de ataques dos EUA, mostram dados da Kpler e da Vortexa.
Venezuela irá retomar exportações
Espera-se que a Venezuela retome as exportações de petróleo em breve, após a destituição do presidente Nicolás Maduro. Trump disse na semana passada que o governo de Caracas estava pronto para entregar aos EUA até 50 milhões de barris de petróleo sancionados.
As empresas de petróleo estão correndo para encontrar navios-tanque e preparar operações para transportar o petróleo com segurança, disseram quatro fontes familiarizadas com as operações.
Em uma reunião na Casa Branca na sexta-feira, a empresa multinacional de commodities Trafigura disse que seu primeiro navio deve ser carregado na próxima semana.
Dois superpetroleiros com bandeira da China que estavam navegando para a Venezuela para pegar cargas de petróleo para pagamento de dívidas durante o embargo de petróleo dos EUA ao país da Opep deram meia-volta e agora estão voltando para a Ásia, mostraram dados de navegação da LSEG na segunda-feira.