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Petróleo: Decisão da Opep e atuação de Israel fazem preços aumentarem quase 3%

01 mar 2024, 16:42 - atualizado em 01 mar 2024, 16:42
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Dados da economia global também influenciaram os preços do petróleo, com queda da inflação da Zona do Euro aquém do esperado (Imagem: Reuters/Nick Oxford)

Março chegou, mas as altas do petróleo não ficaram no passado. Durante a tarde desta sexta-feira (1º), o petróleo observava altas de quase 3% nos preços, influenciado por decisões da Opep+ e conflitos no Oriente Médio.

O petróleo Brent subiu 2,21%, alcançando o preço de US$ 80,32 pelo barril, enquanto o West Texas Intermediate (WTI) chegou a US$ 83,72, em uma alta de 2,21%, às 12h58.

Às 15h54, o preço havia sido alterado, com as altas mudando para 2,22% e 2,42%, respectivamente.

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O que afeta o petróleo nesta sexta-feira?

Os conflitos no Oriente Médio influenciavam a cotação, com um ataque de Israel, que matou 100 palestinos na Faixa de Gaza, aumentando as preocupações com a produção de petróleo na região.

Além disso, os ataques no Mar Vermelho continuam, com o líder do grupo rebelde do Iêmen, os Houthis, afirmando que o grupo iria introduzir “surpresas” militares na região.

Investidores também esperam a decisão de membros da Organização dos Países Produtores de Petróleo e seus aliados (OPEP+) sobre a extensão dos cortes de produção.

À Reuters, o presidente da Lipow Oil Associates, Andrew Lipow, afirmou que “a expectativa é que a Opep+ continue com os seus cortes voluntários de produção até o segundo trimestre de 2024, com o mercado como foco”.

À agência de notícias, fontes afirmaram que uma decisão com relação aos cortes é esperada para a primeira semana de março, com cada país-membro divulgando suas decisões.

Dados econômicos internacionais também influenciavam a commodity, com a queda da inflação na zona do euro aquém às expectativas do mercado, apesar dos dados da inflação dos Estados Unidos (EUA) terem dado apoio aos preços.

Estagiária
Jornalista em formação pela Universidade de São Paulo (ECA-USP). Apaixonada pela escrita e pelo audiovisual, ingressou no Money Times em 2023.
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Jornalista em formação pela Universidade de São Paulo (ECA-USP). Apaixonada pela escrita e pelo audiovisual, ingressou no Money Times em 2023.
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