Mercados

Petróleo oscila com renovação dos confrontos entre EUA e Irã; estoques baixos sustentam os preços

10 jun 2026, 4:44 - atualizado em 10 jun 2026, 4:44
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(Imagem: REUTERS/Vasily Fedosenko)

Os preços do petróleo sobem ligeiramente nesta quarta-feira (10), em meio a negociações voláteis, após registrarem ganhos maiores no início do dia e também quedas ao longo das negociações. A retomada das hostilidades entre Estados Unidos e Irã aumentou a incerteza do mercado, embora a previsão de uma redução nos estoques americanos tenha oferecido suporte aos preços.

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Os contratos futuros do Brent subiam 13 centavos, ou 0,14%, para US$ 91,58 por barril às 4h41 (horário de Brasília), enquanto o petróleo bruto West Texas Intermediate (WTI), dos Estados Unidos, avançava 6 centavos, ou 0,07%, para US$ 88,26 por barril.

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Os contratos de referência chegaram a operar em alta durante a manhã na Ásia devido à retomada dos ataques entre os EUA e o Irã, mas perderam força mais tarde na sessão.

“A atual pressão de baixa provavelmente se deve à realização de lucros, embora as tensões em curso e os sinais sobre os estoques estejam criando um piso para os preços”, afirmou Emril Jamil, analista sênior de petróleo da LSEG.



Os militares americanos atacaram alvos iranianos depois que o presidente Donald Trump prometeu nesta terça-feira (9) responder à derrubada de um helicóptero de ataque Apache dos Estados Unidos. A nova escalada ameaça desfazer um frágil cessar-fogo entre Washington e Teerã.

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Segundo Priyanka Sachdeva, analista sênior de mercado da Phillip Nova, os ataques mais recentes fizeram os operadores voltarem a concentrar sua atenção nos riscos de guerra e em possíveis interrupções no fornecimento de petróleo.

“Embora os esforços diplomáticos continuem, as mais recentes trocas de ataques militares reintroduziram um prêmio de risco geopolítico nos mercados de petróleo”, disse Sachdeva.

Teerã afirmou que retomará as hostilidades caso Israel continue atacando a milícia Hezbollah no Líbano. A recusa de Israel em encerrar sua campanha contra o Hezbollah, apoiado pelo Irã, tem dificultado os esforços de Trump para transformar o frágil cessar-fogo da guerra mais ampla entre EUA, Israel e Irã em um acordo duradouro.

“Sem um acordo iminente à vista e com o mercado global de petróleo ficando cada vez mais apertado a cada dia, vemos potencial de alta para os preços, especialmente se essas interrupções persistirem até o terceiro trimestre, período tradicionalmente marcado por uma demanda sazonalmente mais forte por petróleo”, escreveram estrategistas de commodities do ING em relatório divulgado nesta quarta-feira.

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Ao mesmo tempo, Teerã continua bloqueando a maior parte da navegação pelo Estreito de Ormuz, por onde normalmente passa cerca de um quinto do petróleo bruto e do gás natural liquefeito consumidos no mundo. Washington, por sua vez, mantém seu próprio bloqueio aos portos iranianos.

O secretário de Energia dos Estados Unidos afirmou ontem que o tráfego marítimo no Golfo e as exportações de petróleo através do Estreito de Ormuz estão aumentando, mesmo enquanto Washington e Teerã enfrentam dificuldades para alcançar um acordo que encerre a guerra que já dura mais de três meses.

Enquanto isso, os estoques de petróleo bruto dos Estados Unidos caíram na semana passada pela oitava semana consecutiva, segundo fontes do mercado citando dados do Instituto Americano de Petróleo (API) divulgados nesta terça-feira. Os estoques de gasolina também registraram queda.

De acordo com as fontes, os estoques de petróleo bruto diminuíram em 9,12 milhões de barris na semana encerrada em 5 de junho, enquanto os estoques de gasolina recuaram em 1,19 milhão de barris.

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Os Estados Unidos têm atuado como fornecedor marginal de petróleo bruto e derivados durante o conflito, ampliando suas exportações para a Ásia e a Europa. Estoques menores nos EUA podem reduzir a capacidade de exportação do país e contribuir para a elevação dos preços.

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A Reuters é uma das mais importantes e respeitadas agências de notícias do mundo. Fundada em 1851, no Reino Unido, por Paul Reuter. Com o tempo, expandiu sua cobertura para notícias gerais, políticas, econômicas e internacionais.
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