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Petróleo vira e recua mais de 2% no pregão eletrônico com falas de Netanyahu e retirada temporária de sanções ao óleo russo

19 mar 2026, 18:05 - atualizado em 19 mar 2026, 18:31
petróleo opep xp investimentos
(Imagem: REUTERS/Stringer/Archivo)

Os preços do petróleo perderam fôlego após o fechamento do pregão regular e chegaram a cair mais de 2% com novas declarações do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu e após os Estados Unidos emitirem uma nova isenção de sanções contra o óleo bruto russo.

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Por volta de 16h (horário de Brasília), os futuros do Brent operavam com queda de 0,8%, a US$ 106,50 o barril na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres, no pregão eletrônico. Já os futuros do WTI recuavam 1,5%, a US$ 94,01 o barril na New York Mercantile Exchange (Nymex), nos EUA. Os futuros intensificaram o tom negativo minutos depois, com queda de mais de 2%. 

No pregão regular, os contratos mais líquidos do petróleo Brent, referência para o mercado internacional, para maio fecharam com alta de 1,18%, a US$ 108,65 barril. Já os contratos do petróleo West Texas Intermediate (WTI), para maio, registraram leve ganho de 0,09%, a US$ 95,55 o barril, 

Nas máximas da sessão, os barris do WTI e do Brent chegaram aos US$ 119,10, depois de ataques retaliatórios do Irã contra aliados dos Estados Unidos e Israel.

Breve alívio nas tensões

No final da tarde, logo após o fechamento do pregão regular da commodity, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, afirmou que, a pedido do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, Israel evitará ataques militares contra a infraestrutura de energia do Irã.

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Ele ainda disse que as defesas aéreas de Teerã não são mais úteis, além do país persa não tem mais capacidade de enriquecer urânio ou fabricar mísseis balísticos. As afirmações foram feitas durante uma coletiva de imprensa.

Ontem (18), o Irã atacou instalações energéticas em todo o Oriente Médio, em resposta ao ataque de Israel a South Pars – maior depósito de gás natural do mundo, que o país persa compartilha com o Catar, aliado dos EUA, do outro lado do Golfo.

Além disso, os Estados Unidos emitiram uma nova licença geral para estender a isenção para a venda de petróleo bruto e derivados de origem russa carregados em navios-tanque a partir de 12 de março, de acordo com o Departamento do Tesouro dos EUA.

A licença, que expira em 11 de abril, substitui e suplanta uma isenção de sanções semelhante de 30 dias emitida em 12 de março.

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Embora os principais termos permaneçam idênticos aos da licença emitida anteriormente, a isenção desta quinta-feira exclui especificamente as transações envolvendo a Coreia do Norte, Cuba e Crimeia.

A flexibilização temporária das sanções contra o petróleo russo faz parte da tentativa do governo Trump de controlar os preços da energia, que foram impulsionados pelo conflito no Oriente Médio.

 

*Com informações de Reuters

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Repórter
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter do MoneyTimes e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise politica da XP Investimentos.
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter do MoneyTimes e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise politica da XP Investimentos.
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