Mercados

Petróleo sobe levemente após maior perda anual desde 2020

02 jan 2026, 5:02 - atualizado em 02 jan 2026, 5:22
Petróleo dólar opep+
(Foto: Reuters)

Os preços do petróleo avançaram ligeiramente no primeiro dia de negociações de 2026, depois de terem registrado no ano passado sua maior perda anual desde 2020, à medida que drones ucranianos atingiram instalações petrolíferas russas e um bloqueio dos Estados Unidos pressionou as exportações da Venezuela.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Os contratos futuros do Brent subiram 42 centavos nesta sexta-feira (2), para US$ 61,27 por barril às 07h14 GMT, enquanto o petróleo bruto West Texas Intermediate (WTI), dos EUA, era negociado a US$ 57,84 por barril, também com alta de 42 centavos.



Rússia e Ucrânia trocaram acusações de ataques contra civis no Dia de Ano-Novo, apesar das negociações supervisionadas pelo presidente dos EUA, Donald Trump, que têm como objetivo pôr fim à guerra que já dura quase quatro anos.

Kiev vem intensificando, nos últimos meses, os ataques à infraestrutura energética russa, com o objetivo de cortar as fontes de financiamento de Moscou para sua campanha militar na Ucrânia.

E, na mais recente ação do governo Trump para aumentar a pressão sobre o presidente venezuelano Nicolás Maduro, Washington impôs no último dia de 2025 sanções a quatro empresas e a navios-tanque de petróleo associados, que, segundo os EUA, operavam no setor petrolífero da Venezuela.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

No Oriente Médio, uma crise entre produtores da Opep, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos, relacionada ao Iêmen se aprofundou depois que voos foram suspensos no aeroporto de Áden na quinta-feira. Isso ocorreu antes de uma reunião virtual entre a Organização dos Países Exportadores de Petróleo e seus aliados, conhecida como Opep+, marcada para segunda-feira (4).

Os traders esperam amplamente que a Opep+ mantenha a pausa nos aumentos de produção no primeiro trimestre, disse June Goh, analista sênior da Sparta Commodities.

“2026 será um ano importante para avaliar as decisões da Opep+ no equilíbrio da oferta”, afirmou ela, acrescentando que a China deve continuar formando estoques de petróleo bruto no primeiro semestre, o que daria sustentação aos preços do petróleo.

Perdas em 2025

Os referenciais Brent e WTI registraram perdas anuais de quase 20% em 2025, as mais acentuadas desde 2020, já que preocupações com excesso de oferta e tarifas superaram os riscos geopolíticos. Foi o terceiro ano consecutivo de perdas para o Brent, a mais longa sequência desse tipo já registrada.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

“Por enquanto, esperamos um ano bastante sem emoção para os preços do petróleo (Brent), operando dentro de uma faixa em torno de US$ 60 a US$ 65 por barril”, disse o analista de energia do DBS, Suvro Sarkar.

“O primeiro trimestre será fundamentalmente fraco. Uma renovação das tensões geopolíticas está sendo registrada apenas como um ruído momentâneo para os mercados de petróleo, impulsionando algumas recuperações de curto prazo, mas é improvável que cause movimentos relevantes”, afirmou.

Priyanka Sachdeva, analista sênior de mercado da Phillip Nova, disse que o movimento contido dos preços reflete uma disputa entre riscos geopolíticos de curto prazo e fundamentos de mercado de longo prazo, que apontam para excesso de oferta antes da reunião da Opep+. Os preços do WTI tendem a ficar na faixa de US$ 55 a US$ 65 por barril no primeiro trimestre, acrescentou ela em uma nota a clientes.

Nos Estados Unidos, a produção de petróleo atingiu um recorde de 13,87 milhões de barris por dia em outubro, segundo a Administração de Informação de Energia (EIA, na sigla em inglês), informou o órgão na quarta-feira. Os estoques de petróleo bruto caíram, enquanto os estoques de gasolina e destilados aumentaram na semana passada, impulsionados por uma forte atividade de refino, relatou a EIA.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Compartilhar

WhatsAppTwitterLinkedinFacebookTelegram
A Reuters é uma das mais importantes e respeitadas agências de notícias do mundo. Fundada em 1851, no Reino Unido, por Paul Reuter. Com o tempo, expandiu sua cobertura para notícias gerais, políticas, econômicas e internacionais.
A Reuters é uma das mais importantes e respeitadas agências de notícias do mundo. Fundada em 1851, no Reino Unido, por Paul Reuter. Com o tempo, expandiu sua cobertura para notícias gerais, políticas, econômicas e internacionais.
Por dentro dos mercados

Receba gratuitamente as newsletters do Money Times

OBS: Ao clicar no botão você autoriza o Money Times a utilizar os dados fornecidos para encaminhar conteúdos informativos e publicitários.

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies.

Fechar