Destaques da Bolsa

PetroReconcavo (RECV3) sobe com petróleo acima de US$ 100, mas produção ‘fraca’ limita ganhos

08 out 2026, 11:43
petroreconcavo
(Imagem: PetroReconcavo)

Negociadas fora do Ibovespa (IBOV), as ações da PetroReconcavo (RECV3) são destaque da ponta positiva da B3 quinta-feira (8), dia de forte aversão a risco externo.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Por volta de 11h20 (horário de Brasília), RECV3 subia 3,33%, a R$ 12,09.



O tom positivo é sustentado pela disparada dos preços do petróleo no mercado internacional. No mesmo horário, o contrato mais negociado do Brent, referência mundial, operava com avanço de 4,26%, a US$ 104,47 por barril na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres.

Além disso, os investidores também reagem a novos dados operacionais, o que limita os ganhos. A junior oil reportou produção média diária de 23,5 mil barris de óleo equivalente por dia (boepd) em setembro, queda de 1,3% em relação ao mês anterior.

No ativo Bahia, a produção consolidada chegou 11,8 mil barris por dia. O volume de petróleo produzido caiu 1,8%, para 6,6 mil barris por dia, impactado por falhas em poços.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O excedente de gás natural recuou 1%, para o patamar de 5,3 mil barris equivalentes por dia. Pelo segundo mês consecutivo, uma parada não programada de compressores em Remanso pressionou os volumes, enquanto falhas em poços de alta produtividade contribuíram para a queda. A contribuição de Tiê também compensou apenas parcialmente esses efeitos.

Já no ativo Potiguar, a produção consolidada da empresa foi de 11,7 mil barris por dia no mês passado. O excedente de petróleo totalizou 7,5 mil barris diários — queda de 1% na comparação sequencial —, enquanto a produção de gás natural foi de 4,2 mil barris equivalentes por dia, o que representa declínio de 1,1% na mesma base de comparação.

As entregas totais atingiram 702,8 mil barris de óleo equivalente (boe) em setembro, queda de 2,6% na base mensal.

No terceiro trimestre (3T26), as entregas totalizaram 2,132 mil boe, alta de 4% na comparação trimestral e equivalentes a 97,9% da produção.

O que dizem os analistas?

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Para o Bradesco BBI, os dados operacionais reforçam uma percepção mais cautelosa para o curto prazo, diante da dependência da normalização operacional para a retomada do ritmo de produção, ainda que o impacto pareça pontual.

O Itaú BBA também classificou o resultado como “levemente negativo”, chamando a atenção para falhas em poços Bahia e Potiguar.

“Na Bahia, uma parada não programada de compressores no campo de Remanso também pressionou os volumes. Os ganhos com a otimização de poços em Tiê não foram suficientes para compensar essas perdas. No Potiguar, a produção também foi afetada pela estabilização dos poços após o fluxo inicial decorrente das atividades de intervenções (workover)”, destacou a equipe de analistas liderada por Monique Greco.

O que fazer com as ações agora?

O Itaú BBA mantém a recomendação neutra para RECV3 com preço-alvo de R$ 12 no final de 2027, o que implica em um potencial de valorização de 2,6% sobre o preço de fechamento da última quarta-feira (7).

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O Bradesco BBI também tem recomendação neutra e preço-alvo de R$ 12. Os analistas, porém, chamam a atenção para o posicionamento dos investidores em RECV3.

Segundo levantamento do banco, a companhia aparece entre os maiores volumes vendidos da bolsa, com 11,78 dias de cobertura e 7,66% do free float alugado.

“A leitura é de um posicionamento vendido relevante no papel: enquanto novas evidências de recuperação operacional podem estimular movimentos de cobertura de short, eventuais frustrações na produção tendem a manter a ação sensível a maior volatilidade no curto prazo”, afirmam os analistas em relatório a clientes.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Compartilhar

WhatsAppTwitterLinkedinFacebookTelegram
Repórter
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter de Mercados no Money Times e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise política da XP Investimentos.
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter de Mercados no Money Times e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise política da XP Investimentos.

Cotações

VER MAIS
BITCOIN --
--

MAIORES ALTAS

    MAIORES BAIXAS

      Por dentro dos mercados

      Receba gratuitamente as newsletters do Money Times

      OBS: Ao clicar no botão você autoriza o Money Times a utilizar os dados fornecidos para encaminhar conteúdos informativos e publicitários.

      Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies.

      Fechar