Justiça

Pior que ataque a STF é falta de projeto educacional, diz Barroso

26 maio 2020, 14:32 - atualizado em 26 maio 2020, 14:32
Luis Roberto Barroso
Barroso deu a declaração durante uma entrevista coletiva por videoconferência após ter assumido a presidência do TSE (Imagem: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)

Recém-empossado presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o ministro Luís Roberto Barroso, também integrante do Supremo Tribunal Federal (STF), disse hoje (26) que mais grave do que ataques sofridos pelos tribunais é o país não ter um projeto educacional adequado.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Barroso deu a declaração durante uma entrevista coletiva por videoconferência após ter assumido a presidência do TSE.

Ele foi questionado sobre comentários do ministro da Educação, Abraham Weintraub, que no vídeo de reunião cogitou a prisão de ministros do STF.

“O vídeo fala por si só e eu não gostaria de comentá-lo. Não é tema específico para um juiz se pronunciar. Porém, pensando do ponto de vista institucional, eu considero que mais grave do que o ataque ao Supremo é o país que não tem projeto adequado para a educação”, disse Barroso.

Após a divulgação do vídeo, feita por determinação do ministro do STF Celso de Mello, Weintraub disse ter havido uma tentativa de deturpar sua fala para desestabilizar a nação.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Nesta terça-feira (26), Barroso disse acreditar que o país vive “período de instabilidade institucional”, mas que manifestações pedindo intervenção das Forças Armadas no Congresso ou no Supremo “acendem o sinal de alerta”.

“Acho que vivemos um momento em que é preciso atenção e renovação de nossas crenças em nossos valores democráticos, e de enfatizar o papel digno e importantíssimo e constitucional das Forças Armadas”, disse o ministro.

Ações

Na videoconferência, Barroso foi questionado também sobre o julgamento de ações que tramitam no TSE contra a chapa do presidente Jair Bolsonaro e do vice, Hamilton Mourão.

O ministro disse que algumas dessas ações devem ser julgadas nas próximas semanas, por já terem sido liberadas e estarem na fila do plenário.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

“A regra geral é seguirmos a ordem cronológica dos pedidos de liberação pelos relatores”, disse Barroso.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Compartilhar

WhatsAppTwitterLinkedinFacebookTelegram
Por dentro dos mercados

Receba gratuitamente as newsletters do Money Times

OBS: Ao clicar no botão você autoriza o Money Times a utilizar os dados fornecidos para encaminhar conteúdos informativos e publicitários.

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies.

Fechar