Banco Central

Golpe da devolução em dobro: Banco Central muda regra do Pix para proteger lojistas

23 set 2026, 9:59
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(Imagem: Marcello Casal Jr/Agência Brasil)

O Banco Central (BC) ampliou o prazo para que recebedores de transferências via Pix possam contestar estornos em casos de suspeita de fraude.

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Por meio de uma mudança operacional no Mecanismo Especial de Devolução (MED) do Pix, o período de contestação passou de 30 para 80 dias. A medida entrou em vigor em 1º de setembro.

A alteração tem como objetivo reduzir perdas financeiras decorrentes de fraudes recorrentes no setor varejista, estabelecendo prazos mais amplos para a verificação de transações contestadas e a apresentação de documentos comprobatórios por parte dos empreendedores.

Golpe da devolução duplicada motivou mudança no Pix

A medida foi adotada em meio ao aumento de casos conhecidos como “golpe da devolução duplicada“.

Nesse tipo de fraude, o golpista faz uma compra e paga via Pix. Depois, entra em contato com o estabelecimento alegando ter cometido um erro na transferência e pede que o valor seja devolvido para outra chave Pix.

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Após receber o dinheiro de volta, o fraudador aciona o MED junto à instituição financeira para tentar recuperar também o valor da transferência original.

Com isso, o comerciante pode sofrer prejuízo triplo: além de entregar a mercadoria e devolver o dinheiro, corre o risco de ter os recursos da transação bloqueados durante a análise da contestação.

Com o novo prazo de 80 dias, os lojistas passam a ter mais tempo para reunir documentos como notas fiscais, comprovantes de entrega e registros de atendimento para contestar pedidos de devolução considerados indevidos.

Quando o MED pode ser usado

O Mecanismo Especial de Devolução foi criado para facilitar a recuperação de valores em casos de fraude, golpes ou falhas operacionais envolvendo o Pix.

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O recurso não pode ser utilizado para resolver disputas comerciais, arrependimento de compra, problemas na entrega de produtos ou erros de preenchimento cometidos pelo usuário durante uma transferência.

Após o registro da contestação, as instituições financeiras envolvidas têm até 11 dias corridos para analisar o caso. Se a fraude for confirmada e não houver saldo suficiente na conta do beneficiário, os bancos podem monitorar a conta por até 90 dias para tentar recuperar os recursos.

Como evitar prejuízos

O Banco Central orienta comerciantes e empreendedores a evitar devoluções por meio de transferências manuais ou novos Pix.

A recomendação é utilizar a função de devolução disponível no próprio registro da transação original nos aplicativos bancários. Dessa forma, o estorno fica vinculado ao pagamento inicial, reduzindo o risco de golpes e facilitando a comprovação da operação.

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*Sob orientação de Ricardo Gozzi.

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Maiara Baloni é estudante de jornalismo no IESB. Ela atua como estagiária em um núcleo de conteúdo mantido pelo Money Times, em Brasília (DF), em parceria com outros veículos de informação.
Maiara Baloni é estudante de jornalismo no IESB. Ela atua como estagiária em um núcleo de conteúdo mantido pelo Money Times, em Brasília (DF), em parceria com outros veículos de informação.

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