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Golpe do QR Code no Pix: como auditar dados da transação e evitar fraudes em pagamentos

24 jul 2026, 13:51
Pagamento QR Code Pix
QR Code do Pix não envia valores de forma automática. (Imagem: Pixabay/wir_sind_klein)

O avanço das transações por QR Code consolidou o Pix como o meio de pagamento mais dinâmico do mercado brasileiro.

Desenvolvida sob as normas do Banco Central (BC), a tecnologia garante agilidade ao dispensar a digitação manual de chaves bancárias.

No entanto, a popularidade do recurso atrai golpistas que exploram desde a adulteração de códigos físicos até a manipulação psicológica para desviar recursos.

Notícias de golpes em praias, restaurantes e festas estão cada dia mais comuns. Neste ano, duas turistas argentinas foram vítimas de um golpe inicial de 7 mil, na praia do Arpoador no Rio de Janeiro.

A plataforma do Pix foi usada na ocasião, e as turistas conseguiram perceber que caíram num golpe, usando uma das táticas que vamos te ensinar.

CONTINUA DEPOIS DO CONTEÚDO PAN

O funcionamento do Pix e a barreira bancária

O QR Code em si cumpre requisitos rigorosos de segurança e não envia valores de forma automática ao ser escaneado.

Por exigir a autorização expressa do usuário, o ecossistema bancário insere uma etapa intermediária obrigatória: a tela de checagem do Pix.

É nessa interface que o cliente deve atuar como auditor da própria operação financeira.

Para mitigar o risco de fraude, o usuário deve aplicar um protocolo de seis verificações indispensáveis antes de digitar a senha de confirmação:

  • Checagem do destinatário: ao fazer um Pix, confirme se o titular da conta bate com o estabelecimento comercial ou vendedor. Fique atento a divergências entre razão social e nome fantasia, validando os dados com o caixa se necessário.
  • Conferência do montante: certifique-se de que o valor preenchido no aplicativo equivale exatamente à fatura. Em códigos estáticos, revise o número digitado antes do envio.
  • Inspeção visual do código: em comércios físicos, observe se não há adesivos colados sobre a placa original de cobrança, tática comum em locais de alta rotatividade, como restaurantes e feiras.
  • Filtro de contatos desconhecidos: desconfie de QR Codes enviados via WhatsApp, e-mail ou redes sociais sob pretextos de cobranças não solicitadas ou promoções.
  • Atenção ao gatilho de urgência: promessas de descontos relâmpago ou ameaças de cancelamento servem para forçar uma ação impensada. Reduza o ritmo e analise a operação com calma.
  • Revisão final no aplicativo: confira a tela de síntese da instituição financeira e mantenha o aplicativo bancário atualizado para contar com os patches de segurança mais recentes do seu banco.

Segundo dados do Serasa Experian, o Brasil registrou quase 7 milhões de tentativas de fraude no primeiro semestre de 2025.

*Sob supervisão de Ricardo Gozzi.

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Matheus Marques é estudante de jornalismo no IESB. Ele atua como estagiário em um núcleo de conteúdo mantido pelo Money Times, em Brasília (DF), em parceria com outros veículos de informação.
Matheus Marques é estudante de jornalismo no IESB. Ele atua como estagiário em um núcleo de conteúdo mantido pelo Money Times, em Brasília (DF), em parceria com outros veículos de informação.

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