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Por que o bitcoin (BTC) está caindo tanto? Aos US$ 67 mil, veja até onde a criptomoeda pode cair

05 fev 2026, 14:28 - atualizado em 05 fev 2026, 14:28
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(Imagem: iStock.com/KanawatTH)

O mês de fevereiro começou com o pé esquerdo para o mercado de criptomoedas. Só nos primeiros cinco dias, o preço do bitcoin (BTC) caiu 13% e acumula queda de 22% desde o início de 2026, perdendo diversos suportes e sendo negociado na casa dos US$ 67 mil.  

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São dois principais fatores que pressionam as cotações, de acordo com Rony Szuster, Head de Reserach do Mercado Bitcoin (MB ). 

“Entre os riscos iminentes, o principal segue sendo a combinação de fatores macroeconômicos e geopolíticos. A escalada de tensão entre Estados Unidos e Irã elevou o grau de incerteza nos mercados, pressionando ativos de risco de forma generalizada”, comenta.  

Além disso, a perspectiva de juros elevados por mais tempo nos Estados Unidos fortalece o dólar e reduz a liquidez disponível para ativos mais voláteis, como o bitcoin, explica Szuster. “Esse cenário tende a manter o mercado pressionado enquanto não houver sinais claros de alívio nesses vetores”.  

Vale lembrar que a indicação de Kevin Warsh para o comando do Federal Reserve (Fed, o Banco Central dos EUA) atingiu o mercado como uma faca de dois gumes.  

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Se, por um lado, Warsh já declarou que é um defensor dos juros mais baixos, por outro, reduzir as taxas a despeito dos índices de inflação elevados e estabilidade de emprego pouco confiável é visto com maus olhos pelo mercado.   

Até onde vai o preço do bitcoin (BTC) 

“Com o Bitcoin operando abaixo dos US$ 70 mil, o mercado entra em uma zona mais delicada do ponto de vista psicológico e técnico”, comenta o head de research do MB.  

Isso porque esse nível funcionava como um suporte psicológico relevante, e a perda dele aumenta a probabilidade de movimentos adicionais de queda no curto prazo, especialmente em um ambiente de maior aversão ao risco global. 

Do ponto de vista técnico, o bitcoin possui dois grandes suportes a serem considerados: 

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  • O primeiro está na região dos US$ 69 mil, nível que marcou o topo histórico de 2021 e também uma forte zona de lateralização em maio de 2024;
  • Logo abaixo, há o suporte em torno dos US$ 68 mil, que igualmente foi um topo relevante em 2021; 
  • Na sequência, destaca-se a região dos US$ 61 mil, correspondente ao fundo de maio de 2024, onde o preço permaneceu em uma lateralização consistente entre fevereiro e outubro daquele ano. 

Segundo os analistas da Vault Capital, o cenário segue sensível e a manutenção dos suportes dos US$ 60 mil é chave para evitar uma nova onda de liquidações.  

“Se houver perda temporária da região dos US$ 70 mil, o próximo ponto técnico relevante passa a ser o cluster entre US$ 68 mil e US$ 66 mil, onde há concentração de liquidez e possíveis reações. Em outras palavras, é a liquidez começando a se mover”, diz o documento de mais cedo.  

Um ponto importante a ser monitorado é o movimento de USDC (USDC). Dados recentes mostram entradas relevantes de stablecoins nas corretoras de criptomoedas (exchanges), o que historicamente indica preparação de liquidez do lado comprador, ainda que essa demanda não tenha se materializado em preço até agora. 

Ainda segundo o relatório, o que ocorreu foi uma “limpeza de excessos de alavancagem”. “O mercado cripto perdeu cerca de US$ 900 bilhões em valor de mercado em apenas 22 dias, com liquidações que chegam a quase US$ 1 bilhão em poucas horas”, escrevem. 

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Apesar do ambiente pesado e do aumento do medo, cada nova perna de queda melhora a assimetria de risco-retorno. A alavancagem excessiva vem sendo removida, a liquidez começa a se reposicionar e o mercado caminha para um ponto onde os preços passam a refletir menos euforia e mais sobrevivência. 

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É editor-assistente do Money Times, atua na cobertura de criptomoedas, criptoeconomia e tecnologia para o Crypto Times. Formado em jornalismo pela ECA-USP, graduando em Economia na Unifesp. Foi repórter no Seu Dinheiro, Editora Globo e SpaceMoney.
É editor-assistente do Money Times, atua na cobertura de criptomoedas, criptoeconomia e tecnologia para o Crypto Times. Formado em jornalismo pela ECA-USP, graduando em Economia na Unifesp. Foi repórter no Seu Dinheiro, Editora Globo e SpaceMoney.
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