Delação da JBS

PPS e Podemos anunciam saída da base aliada

18 maio 2017, 22:54 - atualizado em 05 nov 2017, 14:03

Roberto Freire

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Iolando Lourenço e Luciano Nascimento – Repórteres da Agência Brasil

O PPS divulgou nota hoje (18) em que diz que deixou a base aliada do presidente Michel Temer. Em nota, o partido diz que, diante da delação premiada “de sócios da JBS envolvendo o presidente Michel Temer e da gravidade da denúncia”, decidiu deixar o governo federal.

O partido que ocupa duas pastas no governo, informou que o ministro da Cultura, Roberto Freire, entregou ao presidente Temer seu pedido de afastamento do cargo. Já o ministro da Defesa, Raul Jungmann, que também é filiado ao partido, de acordo com a nota “irá permanecer na função pela relevância de sua área de atuação de segurança do Estado brasileiro neste momento de crise e indefinições.”

Mais cedo, as bancadas do PPS na Câmara dos Deputados e no Senado Federal divulgaram nota em que afirmam que se “for confirmado o teor da delação do empresário Joesley Batista, o presidente Michel Temer precisa renunciar imediatamente para a preservação dos interesses do Brasil, com a manutenção da recuperação da economia, a retomada do crescimento e a geração de empregos.” O PPS tem uma bancada de nove deputados e um senador.

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Outro partido, o recém-criado Podemos (antigo PTN) disse por meio de nota que deixa a base aliada de Temer. Com 13 deputados, o partido integrava o bloco parlamentar do PP e do PTdoB, também da base aliada.

Em carta assinada pela presidente nacional do partido, deputada Renata Abreu (SP), e pelo líder da legenda na Câmara, deputado Alexandre Baldy (GO), a sigla diz que assumirá posição de “independência” em relação ao governo.

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