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PPSA prevê pico de 3,9 mi barris por dia de produção de petróleo em áreas de partilha em 2031

25/11/2019 - 19:39
Petróleo Petrobras
O levantamento apontou ainda que em 2032, quando também será atingida a produção de 3,9 milhões de barris por dia (Imagem: REUTERS/Pilar Olivares)

A produção de petróleo dos 17 contratos de partilha, estabelecidos para campos no pré-sal, alcançará um pico de 3,9 milhões de barris por dia em 2031, de acordo com estudo feito pela área de Planejamento Estratégico da Pré-Sal Petróleo SA (PPSA) divulgado nesta segunda-feira.

Isso se compara a uma produção nacional média de petróleo de 2,9 milhões de barris por dia em setembro de 2019, segundo dados da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

O estudo, elaborado pela PPSA –estatal que representa a União nos contratos de partilha– com a colaboração da Agência epbr, considera os 14 contratos de partilha já assinados anteriormente pela PPSA com petroleiras e outros três negociados em leilões neste ano e que serão concretizados em 2020.

O levantamento apontou ainda que em 2032, quando também será atingida a produção de 3,9 milhões de barris por dia, a parcela projetada para o governo atingirá seu pico, com 1,2 milhão de barris por dia de petróleo, considerando-se as alíquotas de volume de excedente em óleo oferecidos à União nos 17 contratos.

Nos contrato de partilha de produção, parte do óleo é destinada à União, conforme o estabelecido nos leilões.

Para se chegar ao pico de produção em 2031, os investimentos da cadeia produtiva de óleo e gás natural deverão somar 560 bilhões de reais ao longo do período analisado pelo estudo.

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Do montante total, 196 bilhões de reais serão empenhados na aquisição de plataformas de produção, 168 bilhões de reais na instalação de sistemas submarinos e 196 bilhões de reais na perfuração de poços.

De acordo com estimativas do estudo, os consórcios que integram os 17 contratos irão perfurar, até 2032, 474 poços e adquirir 474 árvores de natal molhadas, 28 navios plataformas do tipo FPSO e 2500 quilômetros de linhas submarinas.

petroleo
A parcela da União, segundo a PPSA, varia em função do percentual de excedente em óleo da União (Imagem: REUTERS/Daniel Becerril)

Arrecadação

Para o período de 2020 a 2032, o estudo da PPSA estima uma receita total de 2,3 trilhões de reais com a comercialização do óleo e gás produzido pelos contratos de partilha em questão, sendo que a parcela prevista para a União, a ser comercializada pela estatal, será de 424 bilhões de reais.

A parcela da União, segundo a PPSA, varia em função do percentual de excedente em óleo da União oferecido pelos consórcios para cada bloco.

“Dos 17 contratos, Sudoeste de Tartaruga Verde é o que tem a menor alíquota (10,01%), enquanto Entorno de Sapinhoá é o contrato com maior excedente (80%)”, disse a empresa.

Além dos volumes a serem arrecadados com a venda de petróleo pelo governo, a PPSA prevê que os 17 contratos de partilha contribuirão com a arrecadação de 349 bilhões de reais em royalties para a União, Estados e municípios, além de mais 227 bilhões de reais em impostos ao governo federal.

Somadas, estas parcelas resultarão em 1 trilhão de reais em participações governamentais até 2032, pontuou a empresa.

Última atualização por Renan Dantas - 25/11/2019 - 19:39